ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Fabricante de cimento usa palha de palmeira para gerar energia renovável

Cimento Apodi, joint venture do Ceará, utiliza resíduos de carnaúba, árvore da região, como biomassa

Para viabilizar a operação, a companhia também passou a oferecer assistência técnica e treinamentos

Para viabilizar a operação, a companhia também passou a oferecer assistência técnica e treinamentos

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 16h14.

A Cimento Apodi, joint venture formada pela família Dias Branco e pelo Grupo Titan, vem ampliando sua presença em negócios sustentáveis no Ceará ao transformar resíduos da carnaúba, palmeira nativa do semiárido, em biomassa energética.

A iniciativa, que começou a ser desenvolvida no município de Jaguaruana em 2018, marca uma nova frente de atuação para a empresa, tradicionalmente associada à produção de cimento.

Com capacidade instalada para produzir mais de dois milhões de toneladas de cimento por ano em suas unidades de Quixeré e no Complexo do Pecém, a Apodi identificou no descarte de talos da carnaúba — que é um tipo de palmeira — uma oportunidade de gerar energia renovável e valor econômico a partir de uma cadeia produtiva consolidada no Nordeste.

Durante o período seco, entre agosto e novembro, quando ocorre a safra da planta, os talos antes descartados são triturados para produção da biomassa, adaptando o modelo de negócio às condições climáticas do semiárido.

Energia renovável e reciclagem

“O projeto oferece oportunidades de renda complementar para produtores rurais, especialmente durante o período de estiagem. Além disso, promove o aproveitamento integral da planta e fortalece a cadeia da carnaúba”, afirma Cybelle Borges, coordenadora de sustentabilidade e ESG da Cimento Apodi.

Para viabilizar a operação, a companhia também passou a oferecer assistência técnica e treinamentos voltados à gestão rural e aos processos operacionais envolvidos na produção da biomassa. A medida se alinha às práticas ESG da empresa, que busca fortalecer seu posicionamento por meio de soluções com impacto social e ambiental.

Redução da geração de resíduos

A carnaúba é considerada uma das cadeias mais tradicionais do Nordeste, com presença marcante no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

Seu uso comercial se concentra na extração da cera das folhas — insumo exportado para diversas indústrias —, mas os talos da planta, por muito tempo, não tinham aproveitamento industrial.

“Nosso objetivo é seguir ampliando iniciativas que fortaleçam a economia local, respeitem o meio ambiente e contribuam para um futuro mais sustentável para toda a região”, afirma Borges.

Acompanhe tudo sobre:ReciclagemEnergia renovávelCeará

Mais de ESG

Carnaval de SP: catadores são protagonistas da economia circular em festa de R$ 7,3 bi

Mulheres na ciência: brasileiras lideram prêmio que reconhece soluções de inovação industrial

O calor não é igual para todos: a desigualdade térmica nas cidades brasileiras

Alter do Chão registra alta de 50% no ecoturismo e se consolida como novo destino amazônico