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Etanol supera gasolina em São Paulo; matriz do Estado é 59% renovável

Governo de São Paulo divulgou Balanço Energético Estadual, estudo que busca organizar e divulgar dados energéticos do estado

etanol foi responsável por um atendimento energético maior do que a gasolina

etanol foi responsável por um atendimento energético maior do que a gasolina

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h56.

Em 2024, 59% da oferta interna bruta de energia em São Paulo foi de origem renovável. A informação é do Balanço Energético Estadual, estudo elaborado todos os anos pelo Governo do Estado. O total é acima da média nacional, já que no Brasil, 50% da oferta interna veio de fontes renováveis no mesmo período, de acordo com o Balanço Energético Nacional.

O número ainda é bem acima da média dos países desenvolvidos da Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registraram 13,2% de renováveis na média em 2023.

Os produtos do setor sucroenergético, ou seja, derivados da cana-de-açúcar, responderam por um terço do total da oferta interna bruta no ano de 2024. O etanol, utilizado principalmente no transporte rodoviário, especialmente em automóveis e motocicletas, atendeu a 28,5% do consumo de energia no setor, somando o etanol anidro, que é misturado à gasolina, e o etanol hidratado, comercializado diretamente nos postos de combustíveis.

O etanol foi responsável por um atendimento energético maior do que a gasolina, derivado do petróleo, que registrou participação de 22,4% no setor.

Exportação de etanol

A pesquisa aponta que o estado de São Paulo foi exportador líquido de etanol em 2024, produzindo mais do que consumiu internamente. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que dos 37 bilhões de litros produzidos no país em 2024, 13,8 bilhões, ou 37%, saíram das usinas paulistas.

O balanço também evidencia a relevância da fonte hidráulica e eletricidade (17%), que contempla a energia elétrica gerada no estado e a importada do Sistema Interligado Nacional (SIN), além de uma diversidade de alternativas renováveis disponíveis no estado, como a energia solar, o biogás, o licor negro da indústria de papel e celulose e a lenha.

Energia solar

Em 2024, a energia solar fotovoltaica paulista manteve crescimento, representando 12% da energia elétrica gerada no estado. A geração solar atingiu 10,4 TWh (terawatts-hora), crescendo 16% em relação aos 8,9 TWh registrados em 2023. Os números consolidam a fonte solar como a terceira em termos de geração de eletricidade, ficando atrás apenas da fonte hidráulica e da geração térmica a biomassa.

"O perfil renovável de geração de energia elétrica em São Paulo é resultado de uma combinação que representa as características do estado. Temos um legado de hidrelétricas estruturantes e simbólicas, a biomassa como espelho da dinâmica da agroindústria paulista; e a geração fotovoltaica, puxada pela geração distribuída", disse a subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros.

A geração de energia elétrica a partir da fonte hidráulica apresentou, em 2024, um decréscimo de 15% em relação ao ano anterior. Essa variação negativa sucede a 2023, que havia registrado um aumento de 33% em relação a 2022.

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