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Critérios de padrão seguro do ar são estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (Tao Zhang/Getty Images)
Publicado em 26 de março de 2026 às 13h53.
Última atualização em 26 de março de 2026 às 15h01.
Um relatório apontou que apenas 13 países estão dentro dos padrões seguros para o ar estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na listagem completa, a Bolívia é o primeiro país latino de destaque pela boa qualidade do ar e o Paquistão é o último colocado, sendo definido como o que possuí a pior qualidade do ranking.
O World Air Quality Report é elaborado pela empresa suíça IQAir, que mede a concentração de partículas finas e perigosas (PM2,5).
Essa análise varia de acordo com a poeira, fuligem de veículos, emissões industriais e compostos químicos no ar.
Dentro do grupo com melhor qualidade de ar, a Bolívia é o primeiro representante da América Latina e ocupa a 21ª posição, com concentração de 6,4 µg/m³.
O volume excede a concentração de até 5 µg/m³ estipulada como segura pela OMS e está no nível verde, que abrange paísess entre 5,1 µg/m³ a 10 µg/m³.
O Brasil está mais abaixo e é o 93° mais poluído da lista. O IQAir avaliou que o ar do país está no limite do nível verde, com concentração de 10 µg/m³.
Na avaliação das cidades, Chaclacayo, no Peru, é a mais poluída da América Latina (40,6 µg/m³) e ocupa 185ª posição no ranking mundial.
Entre as brasileiras, a cidade mais poluída é Taboão da Serra, com 18,1 µg/m³. Na listagem mundial, ela está na posição 1178ª.
Segundo a IQAir, apenas 13 países seguem os padrões definidos pela OMS.
Eles são os únicos que respeitam a concentração de até 5 µg/m³ que o órgão estabelece.
Entre a listagem das cidades, um número maior atende ao critérios de concentração de partículas da OMS.
Ainda assim, o número corresponde a 14% do mapa mundial, uma queda de 3% em comparação com os 17% registrados em 2024.
Confira as 10 cidades com ar mais limpo.A OMS classifica a qualidade do ar em sete níveis, sendo que apenas o primeiro respeita a concentração segura de partículas.
Para a OMS, a exposição por longos períodos ao ar de má qualidade pode causar problemas de saúde com gravidade semelhante aos causados por mudanças climáticas.
O contato com ar impróprio causa cerca de 7 milhões de mortes por ano e, em longos períodos, pode elevar o risco de câncer.