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De passageiro a piloto: conheça as quatro competências para dominar a IA

Em meio a avanços tecnológicos, o setor de energia exige profissionais capazes de validar decisões e gerenciar riscos

Inteligência artificial: fluência em IA combina tecnologia, pensamento crítico e responsabilidade humana.

Inteligência artificial: fluência em IA combina tecnologia, pensamento crítico e responsabilidade humana.

Publicado em 7 de julho de 2026 às 16h00.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 13h38.

Muito se discute sobre como o setor elétrico pode ser transformado por tecnologias como a Geração Aumentada por Recuperação (RAG) e os agentes de IA, que funcionam como o "motor" de alta performance para processar dados complexos e normas técnicas. No entanto, ter técnicas bem orquestradas não é o único fator que garante a qualidade do resultado.

Imagine duas pessoas em uma estrada tentando chegar ao mesmo destino. Um utiliza um carro antigo, com um mapa de papel; o outro tem um veículo moderno, com sistemas integrados, navegação em tempo real e assistência inteligente. Ambos continuam sendo os motoristas e os responsáveis pelas decisões, mas é evidente quem chegará de forma mais rápida, segura e eficiente.

Neste sentido, uma frase amplamente atribuída a Sam Altman diz: a IA não substituirá os humanos — mas os humanos que usam IA substituirão aqueles que não a usam. Mas como deixar de ser um passageiro e se tornar um piloto fluente nessa nova era?

A resposta está em conceitos difundidos pela Anthropic (uma das líderes globais em inteligência artificial), que integram um curso de “Fluência em IA”.  Nesse curso a empresa define quatro passos fundamentais para que o uso da tecnologia seja, de fato, produtivo e seguro:

1. Delegação: para quais problemas a IA é boa, e o que você quer que ela faça?

O primeiro passo é entender o seu objetivo e o que a IA pode (e deve) fazer por você, entendendo que nem tudo deve ser automatizado. Delegar com inteligência significa identificar tarefas repetitivas ou de alta densidade de dados e liberar o especialista para o que é estratégico. Pense no destino antes de entrar no carro.

2. Descrição: o GPS só funciona com o endereço correto

De nada adianta um sistema de ponta se você não souber transmitir a instrução. Para que a ferramenta seja útil, você deve definir claramente o papel que ela deve assumir, o contexto específico do setor e as regras que ela deve seguir. Se você não consegue configurar o destino no GPS, o carro mais tecnológico do mundo não utilizará seu diferencial.

3. Discernimento: não siga o sistema cegamente

Quem nunca viu um GPS sugerir uma rota mais curta que passava por uma estrada perigosa? Com a IA ocorre o mesmo efeito. O profissional deve discernir se o sistema está sugerindo o melhor caminho. A IA oferece possibilidades, enquanto o humano valida a rota. O pensamento crítico faz parte do processo e é o que separa um bom resultado de um erro automatizado.

4. Diligência: você é o piloto e a responsabilidade final continua sendo sua

Este é o pilar da consolidação. Você nunca deve assinar seu nome em algo que não consiga explicar. Podemos delegar a execução de tarefas, mas jamais o entendimento. Na analogia: você pode usar o piloto automático, mas precisa estar pronto para assumir o volante imediatamente se algo inesperado acontecer.

No setor elétrico, a IA é a ferramenta que estende as capacidades do ser humano, porém não o substitui. A verdadeira eficiência surge quando unimos a potência do "motor" tecnológico à competência de um "piloto" preparado. O futuro pertence a quem sabe dirigir essa ferramenta.

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