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Casas Bahia evita perdas de R$ 255 milhões com economia circular

Logística reversa, remanufatura e reciclagem recuperaram mais de 13 mil toneladas de produtos em 2025 e contribuíram para reduzir desperdícios na operação da varejista

Casas Bahia: estratégia integra a agenda ESG da companhia e utiliza a malha logística da empresa para reduzir desperdícios, custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa (Casas Bahia/Divulgação)

Casas Bahia: estratégia integra a agenda ESG da companhia e utiliza a malha logística da empresa para reduzir desperdícios, custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa (Casas Bahia/Divulgação)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 28 de julho de 2026 às 16h39.

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A economia circular se tornou uma ferramenta de eficiência operacional para o Grupo Casas Bahia.

Em 2025, as iniciativas de logística reversa, remanufatura de produtos e reciclagem evitaram R$ 255,6 milhões em perdas para a companhia, ao mesmo tempo em que recuperaram 13.273 toneladas de produtos por meio do reaproveitamento, da extensão da vida útil dos itens e da destinação ambientalmente adequada dos equipamentos que não puderam ser recuperados.

A estratégia reúne diferentes frentes da operação da varejista, incluindo o Departamento de Assistência Técnica (DAT), responsável pela avaliação e recuperação de produtos, o Programa Reviva e as iniciativas de logística reversa presentes em lojas, centros de distribuição e hubs da companhia.

Um dos principais pilares desse modelo é a remanufatura de produtos devolvidos pelos consumidores. Antes de serem substituídos ou destinados à reciclagem, os equipamentos passam por avaliação técnica e manutenção para que possam voltar ao mercado. Em 2025, 45% dos produtos devolvidos foram remanufaturados, índice que contribuiu para reduzir perdas financeiras e ampliar o reaproveitamento dos recursos já empregados na fabricação desses itens.

"A circularidade se tornou uma alavanca de eficiência financeira e operacional. Atuamos por meio da logística reversa, do remanufaturamento de produtos e da reutilização de materiais, ampliando o aproveitamento de recursos e reduzindo desperdícios", afirma Andréia Nunes, diretora executiva de Gente, Gestão e Assuntos Corporativos do Grupo Casas Bahia.

Economia circular nas Casas Bahia

"Quanto maior nossa capacidade de recuperar, remanufaturar e reinserir produtos no mercado, menor é o desperdício de recursos naturais e maior é a geração de valor para o negócio e para a sociedade", disse.

Além da recuperação de produtos, a empresa ampliou a reciclagem de materiais por meio do Programa Reviva, iniciativa criada em 2015. Apenas em 2025, mais de 2,7 mil toneladas de embalagens e outros materiais foram encaminhadas para reciclagem. Desde o lançamento do programa, o volume acumulado supera 35 mil toneladas, em uma operação que também gera renda para cooperativas parceiras.

A logística reversa é um dos elementos que sustentam essa estratégia. Em vez de realizar viagens exclusivas para transportar resíduos, o Grupo Casas Bahia utiliza os caminhões que retornam após abastecer lojas e centros de distribuição para levar materiais recicláveis às empresas responsáveis pelo processamento.

O modelo reduz deslocamentos, melhora o aproveitamento da malha logística, diminui custos operacionais e contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas ao transporte.

Economia de R$ 255 milhões

Todo o processo é acompanhado por Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR), documento que registra o transporte de resíduos, e Certificados de Destinação Final (CDF), emitidos após o tratamento ou reciclagem dos materiais, garantindo rastreabilidade e conformidade ambiental ao longo da operação.

A agenda de economia circular também inclui o descarte de eletroeletrônicos. Em parceria com a Green Eletron, gestora de logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos, o Grupo Casas Bahia destinou 3,8 toneladas de equipamentos, pilhas e baterias para reciclagem e tratamento ambientalmente adequado em 2025. Para ampliar a participação dos consumidores, a companhia mantém mais de 740 coletores distribuídos em lojas de todo o país para o recebimento desses materiais.

Ao integrar logística reversa, remanufatura e reciclagem em uma mesma operação, o Grupo Casas Bahia busca ampliar a produtividade, reduzir desperdícios e aumentar o aproveitamento de materiais e produtos que, em outro cenário, poderiam ser descartados antes do fim de sua vida útil.

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