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O que está por trás da ascensão da Copasa nos rankings ESG

Avanço em índices da B3, reconhecimento da EXAME e investimentos em ações sociais e ambientais reforçam nova fase da companhia mineira

Avanços em ESG: Copasa avançou 11 posições no ISE B3, garantindo pelo terceiro ano consecutivo seu lugar na carteira (COPASA/Divulgação)

Avanços em ESG: Copasa avançou 11 posições no ISE B3, garantindo pelo terceiro ano consecutivo seu lugar na carteira (COPASA/Divulgação)

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Publicado em 19 de junho de 2026 às 14h27.

Última atualização em 19 de junho de 2026 às 14h35.

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O segundo lugar conquistado pela Copasa no prêmio Melhores do ESG 2026, promovido pela EXAME, colocou a companhia entre os destaques de um grupo de empresas cada vez mais observado pelo mercado: o das organizações que conseguem combinar desempenho operacional e financeiro, governança e gestão de riscos socioambientais.

O reconhecimento veio acompanhado de outros indicadores relevantes. No ciclo mais recente do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), a companhia avançou 11 posições e garantiu permanência pelo terceiro ano consecutivo na carteira. Também passou a integrar o Ibovespa e foi incluída na composição do Índice Carbono Eficiente (ICO2), voltado a empresas com melhores práticas de gestão de emissões.

Embora utilizem metodologias distintas, os três indicadores apontam para um elemento em comum: o fortalecimento da governança climática e a crescente integração de temas socioambientais à gestão do negócio.

A agenda climática sobe de patamar

Nos últimos anos, as mudanças climáticas deixaram de ser tratadas apenas como um tema periférico para ocupar espaço nas discussões sobre riscos, investimentos e estratégia corporativa. Em setores diretamente dependentes da disponibilidade de recursos naturais, como o saneamento, esse movimento ganhou relevância adicional.

Foi nesse contexto que a Copasa ampliou estruturas e mecanismos voltados para a gestão de riscos climáticos, o reporte de informações e a incorporação desses temas aos processos de decisão.

“O ISE B3 é um reconhecimento da evolução contínua da empresa em mitigar riscos e potencializar oportunidades ligadas à gestão da sustentabilidade, o que aumenta a confiança de investidores e da sociedade”, afirma Marília Carvalho de Melo, presidente da companhia.

A evolução também foi observada no Carbon Disclosure Project (CDP), organização internacional que avalia a transparência corporativa relacionada às mudanças climáticas. Segundo a companhia, esse foi o tema que apresentou a melhoria mais significativa no último ciclo de avaliação.

Para Cleyson Jacomini de Sousa, diretor de Clientes, Comunicação e Sustentabilidade, o avanço está relacionado a uma integração maior entre sustentabilidade e gestão corporativa.

“A combinação entre gestão de riscos, governança fortalecida, foco no cliente, integração da sustentabilidade à estratégia e compromisso social sustenta uma posição mais competitiva, transparente e alinhada às expectativas do mercado e da sociedade”, afirma o executivo.

Estação de tratamento de água da Copasa: empresa conquistou o segundo lugar no prêmio Melhores do ESG 2026, promovido pela EXAME (COPASA/Divulgação)

A segurança hídrica como tema estratégico

A agenda climática também aparece em iniciativas voltadas à preservação de recursos hídricos. Criado em 2017, o Pró-Mananciais se tornou uma das principais frentes de adaptação climática da companhia. O programa atua na recuperação e proteção de microbacias hidrográficas em Minas Gerais, já impactou 291 municípios e está presente em 287.

Até o momento, foram investidos mais de R$ 188 milhões em ações como recuperação de nascentes, cercamento de áreas de preservação, construção de barraginhas, terraceamento e educação ambiental. Segundo dados da companhia, mais de 4.800 propriedades rurais já foram beneficiadas, em um universo de 347 bacias trabalhadas.

Os números ajudam a explicar por que a iniciativa se tornou uma das mais conhecidas da estratégia socioambiental da empresa. Em 2025, o programa recebeu o Troféu Seriema, considerado o Oscar da sustentabilidade, premiação concedida pelo Crea-GO a projetos de destaque na área ambiental, e, em 2026, o Troféu Hugo Werneck, concedido pela Revista Ecológico.

Para Luciana Barbosa, superintendente de Desenvolvimento Sustentável, “O saneamento é um catalisador de transformação social, econômica e ambiental. Na Copasa, potencializamos essa transformação com estratégia e ações de sustentabilidade que têm garantido a integração do tema ao modelo de negócio da companhia e gerado melhores resultados para a empresa”.

Segurança hídrica: programa da Copasa ajuda a recuperar e proteger microbacias hidrográficas em MG (COPASA/Divulgação)

O olhar dos investidores

Os avanços registrados pela companhia também coincidem com um momento de maior atenção do mercado para indicadores ligados à sustentabilidade.

Em janeiro deste ano, a Copasa passou a integrar o Ibovespa, índice que reúne os ativos mais negociados da Bolsa brasileira. A empresa também permanece presente em carteiras como ISE B3, IGCT e IDIV.

Outro marco foi a entrada no ICO2 B3. No setor de água e saneamento, a companhia apresentou o melhor desempenho na relação entre emissões de gases de efeito estufa e geração de receita, critério utilizado na composição do indicador.

Paralelamente, a Copasa vem ampliando iniciativas voltadas à experiência do cliente, incluindo o uso de inteligência artificial em canais digitais para agilizar o atendimento e a resolução de demandas.

Em conjunto, os resultados mostram uma companhia que passou a ser observada não apenas pelos indicadores tradicionais do setor de saneamento, mas também por métricas ligadas a questões ESG — temas que ganharam peso crescente nas decisões de investidores nos últimos anos.

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