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O que é a Cuidoteca, projeto que beneficia mães que conciliam trabalho e estudo

A primeira unidade do espaço foi inaugurada no campus da UFF, em Niterói

A iniciativa oferece um espaço seguro para crianças de três a dez anos, permitindo que suas responsáveis realizem atividades acadêmicas e profissionais sem preocupações (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A iniciativa oferece um espaço seguro para crianças de três a dez anos, permitindo que suas responsáveis realizem atividades acadêmicas e profissionais sem preocupações (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Publicado em 5 de abril de 2025 às 02h11.

A Cuidoteca, um projeto-piloto voltado para mães que trabalham e estudam, foi inaugurada na semana passada no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). A iniciativa oferece um espaço seguro para crianças de três a dez anos, permitindo que suas responsáveis realizem atividades acadêmicas e profissionais sem preocupações.

A primeira unidade do projeto do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), desenvolvido em parceria com a UFF, integra a Política Nacional de Cuidados e representa um avanço na oferta de suporte para mães que enfrentam desafios para conciliar estudo e trabalho com a criação dos filhos

O espaço, aberto das 17h às 22h, pode atender até 40 crianças e funciona sob a gestão do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni-UFF). O projeto conta com um investimento de R$ 1 milhão, destinado por emenda parlamentar da deputada federal Talíria Petrone.

Durante a cerimônia de inauguração, o ministro Wellington Dias destacou a relevância da Cuidoteca dentro da Política Nacional de Cuidados, sancionada em dezembro de 2024. Segundo ele, a iniciativa contribui para democratizar oportunidades ao proporcionar alternativas para mães e demais cuidadores. A secretária nacional de Cuidados e Família do MDS, Laís Abramo, reforçou que a política visa atender tanto aqueles que necessitam de cuidado quanto aqueles que cuidam, garantindo um ambiente seguro e inclusivo para as crianças enquanto suas mães seguem seus trajetos educacionais e profissionais.

Coletivo

O projeto também é fruto da mobilização de um coletivo de mães universitárias, que enfrentam dificuldades para prosseguir com seus estudos devido à falta de apoio na maternidade. O Movimento Mães da UFF, composto por cerca de 70 mulheres, foi um dos principais impulsionadores da iniciativa. 

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) de 2022, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais ao trabalho de cuidados não remunerado, quase o dobro dos homens. 

Além disso, entre as mulheres que não estão no mercado de trabalho, um terço se encontra nessa situação devido a responsabilidades de cuidado – enquanto apenas 3,5% dos homens deixam de trabalhar pelo mesmo motivo. O déficit de políticas públicas voltadas à primeira infância também é um desafio, já que somente 33,9% das crianças de até três anos frequentam creches ou escolas.

O reitor da UFF, Antonio Claudio Nóbrega, destacou à imprensa a importância da parceria entre a universidade e o MDS para oferecer suporte às mães e reduzir a evasão acadêmica. Ele reforçou que a Cuidoteca se alinha ao compromisso da universidade com a inclusão social. A experiência pode também servir como modelo para a expansão do projeto em outras instituições.

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