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Produção industrial e dados da China e dos EUA: o que move os mercados

Dados de atividade no Brasil e sinais da inflação e do emprego no exterior guiam os negócios nesta quinta-feira, 8

Os mercados iniciam esta quinta-feira, 8, atentos a uma bateria de indicadores no Brasil e no exterior (Germano Lüders/Exame)

Os mercados iniciam esta quinta-feira, 8, atentos a uma bateria de indicadores no Brasil e no exterior (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados iniciam esta quinta-feira, 8, atentos a uma bateria de indicadores no Brasil e no exterior. No radar dos investidores estão dados de produção industrial, inflação, mercado de trabalho e a agenda cheia nos Estados Unidos e na China.

No Brasil, o foco recai sobre a atividade. O IBGE divulga às 9h a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de novembro, depois de um desempenho fraco nos meses anteriores.

Em outubro, a produção industrial variou apenas 0,1% frente ao mês anterior, após queda de 0,4% em setembro. Apesar de ainda estar 2,4% acima do nível pré-pandemia, o setor segue 14,8% abaixo do pico histórico registrado em 2011. Na comparação anual, a indústria voltou a mostrar retração, com queda de 0,5%, e os dados mais recentes reforçam a leitura de perda de fôlego da atividade.

Ainda no Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8h o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro.

Em novembro, o índice registrou leve alta de 0,01%, abaixo das expectativas do mercado, acumulando queda de 1,30% no ano e recuo de 0,44% em 12 meses. O comportamento do indicador segue sendo acompanhado como termômetro adicional das pressões inflacionárias, especialmente no atacado.

A agenda doméstica inclui também o Tesouro Nacional, que realiza às 11h45 leilões de títulos prefixados (LTN e NTN-F), em um dia que marca a inauguração de um novo vértice na curva das NTN-Fs.

Além disso, o mercado acompanha os dados da Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (Fenabrave) sobre as vendas de veículos em dezembro, que ajudam a compor o quadro do consumo no fim de 2025.

Dados dos EUA e da China no radar

No cenário internacional, os Estados Unidos concentram atenções pela manhã. Às 10h30, saem a balança comercial de outubro e uma série de dados do mercado de trabalho e da produtividade: os pedidos iniciais de seguro-desemprego referentes à semana encerrada em 3 de janeiro, a produtividade da mão de obra no terceiro trimestre (dado preliminar) e o custo unitário do trabalho no mesmo período.

Esses números são relevantes para a leitura do ritmo da economia americana e das pressões salariais, pontos-chave para as expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

A China também permanece no radar dos investidores globais. Os dados mais recentes mostraram um Índice de Preços ao Consumidor (CPI) anual de 0,6%, acima da leitura anterior de 0,2%, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (PPI) seguiu em deflação, com queda de 2,2% ao ano.

O movimento reflete um encarecimento dos insumos, com repasse parcial de custos, em um ambiente ainda desafiador para a economia chinesa. Na noite desta quinta, às 22h30, o mercado acompanha os novos números de inflação ao consumidor e ao produtor referentes a dezembro.

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