Economia

Inadimplência do consumidor tem segundo menor crescimento do ano

Apesar do resultado baixo, número de pessoas que deixaram de pagar suas contas aumentou 22,5% em 2011

As dívidas com os bancos tiveram o maior aumento no mês (Dave Dugdale/Creative Commons)

As dívidas com os bancos tiveram o maior aumento no mês (Dave Dugdale/Creative Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de agosto de 2011 às 13h14.

São Paulo - A quantidade de pessoas que não honraram suas dívidas em julho aumentou 2,9% ante o mês anterior. De acordo com a empresa de consultoria Serasa, é o segundo menor crescimento do ano. Em abril, a inadimplência dos consumidores registrou alta de 1,5%, em maio subiu para 8,2% e em junho caiu e fechou o mês em 4,7%.

Na comparação com julho do ano passado, segundo levantamento divulgado hoje (16) pela Serasa, a inadimplência aumentou 27,7% e, no acumulado do ano, 22,5%.

A inadimplência com os bancos chegou a 5,2% e contribuiu com 2,4 pontos percentuais (p.p) para a alta do mês. Em seguida aparecem as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços) com aumento de 1,2% e contribuição de 0,5 p.p. Os títulos protestados aumentaram 10,1%, contribuindo com 0,2 p.p. Os cheques sem fundos apresentaram queda de 2,0%.

No ano, o valor médio das dívidas com os bancos caiu 1,2%, as dívidas não bancárias caíram 21,6%, os títulos protestados 14,6% e os cheques sem fundos 7,7%.

Segundo os economistas da Serasa, a inadimplência caiu em junho porque o consumidor está aproveitando o aumento de renda para priorizar o pagamento e a renegociação das dívidas, além de dar menor sinal de procura por crédito.

Acompanhe tudo sobre:Empresasempresas-de-tecnologiaConsumidoresSerasa ExperianExperianInadimplência

Mais de Economia

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam

Brasil perdeu quase 10% das rotas aéreas e situação poderá piorar, diz entidade