Ciência

Vitamina C está associada a cérebro mais saudável em idosos, indica estudo

Cientistas analisaram exames de mais de 2 mil idosos para entender o papel do nutriente durante o envelhecimento

Vitamina C: estudo encontrou associação entre o nutriente e indicadores de saúde cerebral (Freepik)

Vitamina C: estudo encontrou associação entre o nutriente e indicadores de saúde cerebral (Freepik)

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 15h00.

Última atualização em 27 de setembro de 2026 às 15h21.

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A vitamina C pode ter uma relação com a saúde do cérebro durante o envelhecimento, segundo um estudo com mais de 2 mil idosos. Pesquisadores investigaram como os níveis do nutriente no sangue se relacionam com características da estrutura e do funcionamento cerebral.

Publicado na revista científica PLOS One, o estudo analisou 2.044 idosos no Japão. Os cientistas compararam as concentrações de vitamina C no sangue com dados de exames, incluindo imagens de ressonância magnética do cérebro.

O que a vitamina C faz no cérebro?

Os pesquisadores observaram que participantes com níveis mais elevados de vitamina C no sangue apresentavam indicadores de maior integridade estrutural do cérebro e melhor funcionamento neuronal.

Também conhecida como ácido ascórbico, a vitamina C exerce diferentes funções no organismo. Uma delas está relacionada à sua ação antioxidante.

O cérebro apresenta intensa atividade metabólica, com diversas reações químicas que podem produzir radicais livres. Em excesso, essas moléculas podem favorecer danos às células e comprometer funções cognitivas.

Os antioxidantes ajudam a neutralizar os radicais livres e a reduzir processos oxidativos. Esse mecanismo contribui para a manutenção das funções dos neurônios.

A vitamina C também participa da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios, e contribui para a integridade dos vasos sanguíneos.

Mais vitamina C significa um cérebro mais saudável?

Apesar dos resultados, o estudo não demonstrou que níveis maiores de vitamina C sejam responsáveis pelas diferenças encontradas no cérebro.

Isso ocorre porque a pesquisa é transversal. Os cientistas avaliaram os participantes em um determinado momento, sem acompanhá-los ao longo do tempo para estabelecer uma relação de causa e efeito.

Pessoas com concentrações mais elevadas de vitamina C no sangue, por exemplo, também podem apresentar outros hábitos relacionados à saúde, como uma alimentação mais equilibrada.

Os resultados também não demonstram que tomar suplementos de vitamina C melhore a saúde cerebral. Como a pesquisa não estabeleceu uma relação de causa e efeito, não é possível concluir que aumentar isoladamente o consumo do nutriente produza os mesmos resultados observados entre os participantes.

Quais alimentos são ricos em vitamina C?

A laranja é uma das fontes mais conhecidas de vitamina C, mas está longe de ser a única. O nutriente também está presente em frutas como:

  • Acerola
  • Caju
  • Goiaba
  • Morango
  • Mamão

Entre os vegetais que também fornecem vitamina C estão:

  • Pimentão
  • Couve
  • Brócolis
  • Tomate
  • Salsinha

Por ser uma vitamina hidrossolúvel, a vitamina C se dissolve em água, e seu excesso é eliminado pela urina. Por isso, o nutriente deve estar presente regularmente na alimentação.

Além da ação antioxidante, a vitamina C participa da produção de colágeno, contribui para o funcionamento do sistema imunológico e melhora o aproveitamento do ferro presente em alimentos vegetais.

Isso não significa, porém, que doses elevadas tragam benefícios adicionais. O excesso está associado ao aumento do risco de cálculo renal, e o estudo não chegou a concluir que a suplementação de vitamina C, de fato, melhore o funcionamento do cérebro.

A orientação apresentada pelos especialistas é manter uma alimentação variada, com frutas, hortaliças, grãos e outras fontes de antioxidantes, sem concentrar a dieta em um único nutriente.

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