Ciência

Viajar rejuvenesce? Estudo aponta benefícios para corpo e mente

Pesquisa aponta que movimento, descanso e conexão social durante viagens podem trazer efeitos além do lazer

Viagens: pesquisa analisa impacto do turismo no corpo e aponta benefícios ligados ao metabolismo e ao estresse (Getty Images)

Viagens: pesquisa analisa impacto do turismo no corpo e aponta benefícios ligados ao metabolismo e ao estresse (Getty Images)

Publicado em 9 de maio de 2026 às 06h40.

Viajar pode ir além do lazer e apresentar impacto na saúde física e mental. Um estudo conduzido por pesquisadores da Edith Cowan University, na Austrália, indica que experiências positivas durante viagens podem contribuir para retardar alguns efeitos do envelhecimento ao fortalecer o equilíbrio do organismo e a capacidade de recuperação do estresse.

Para chegar nessas conclusões, a pesquisa, publicada no Journal of Travel Research, analisou o turismo sob a perspectiva da entropia — conceito que, na ciência, mede o nível de desordem. Segundo os autores, atividades prazerosas e estimulantes podem ajudar o corpo a manter um estado mais estável e resiliente.

Como viajar pode influenciar o envelhecimento

O envelhecimento é um processo inevitável, mas pode ser desacelerado por fatores que favorecem o funcionamento equilibrado do organismo. Dessa forma, viagens que combinam descanso, atividade física e interação social podem atuar positivamente.

Além disso, explorar novos ambientes, caminhar, conhecer pessoas e vivenciar emoções positivas também são atividades que contribuem para estimular o corpo e a mente.

Essas experiências podem ajudar a reduzir os efeitos do estresse crônico, melhorar a resposta imunológica e favorecer processos de recuperação do organismo.

Impactos no corpo: imunidade, metabolismo e estresse

Os pesquisadores destacam que viagens costumam envolver mais movimento do que a rotina habitual. Atividades, como passeios prolongados, aumentam o gasto energético e estimulam o metabolismo. Além disso, o contato com novos ambientes pode ativar mecanismos de adaptação do organismo, fortalecendo o sistema imunológico.

Outro ponto relevante é o impacto no estresse. Momentos de lazer e relaxamento ajudam a reduzir a tensão física e mental, o que pode contribuir para o equilíbrio hormonal e para a regeneração do corpo.

Nem toda viagem traz benefícios

Apesar dos possíveis efeitos positivos, o estudo ressalta que nem toda experiência de viagem é benéfica. Situações como estresse, falta de planejamento, riscos à saúde, má alimentação ou exposição a ambientes inseguros podem ter o efeito oposto, aumentando a carga física e emocional sobre o organismo.

Eventos como a pandemia de Covid-19 também são citados como exemplo de como o turismo pode representar riscos quando não há controle adequado.

Os autores destacam que a relação entre viagens e envelhecimento saudável ainda está em fase de estudo. Embora haja indícios de benefícios, os pesquisadores afirmam que são necessários estudos mais amplos para entender a intensidade desses efeitos e identificar quais perfis de pessoas podem se beneficiar mais.

A conclusão é que viajar não impede o envelhecimento, mas pode atuar como um fator complementar para melhorar a qualidade de vida, desde que a experiência seja segura, equilibrada e positiva.

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