Executivos usam inteligência artificial para resumir informações, organizar tarefas e acelerar decisões estratégicas. (Freepik)
Redação Exame
Publicado em 16 de maio de 2026 às 08h11.
O uso de inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta restrita a equipes de tecnologia e passou a integrar a rotina de executivos de grandes empresas.
CEOs e lideranças têm recorrido ao ChatGPT para acelerar tarefas operacionais, organizar informações e apoiar processos de tomada de decisão. A proposta é reduzir o tempo gasto em atividades repetitivas e ampliar a velocidade no acesso a dados e cenários.
Uma das aplicações mais comuns está na organização de informações. Executivos usam o ChatGPT para resumir reuniões extensas, transformar anotações em tópicos objetivos e condensar relatórios longos em versões mais rápidas de consumir.
Em vez de passar horas revisando documentos, é possível pedir à IA:
"Resuma os principais pontos desta reunião em cinco tópicos com prioridades e próximos passos."
O recurso também é utilizado para sintetizar contratos, apresentações, pesquisas de mercado e relatórios financeiros preliminares, acelerando o fluxo de informação dentro das empresas.
Outra aplicação crescente envolve simulação de cenários e análise de possibilidades. CEOs utilizam a ferramenta para organizar ideias, comparar estratégias e visualizar impactos antes de tomar decisões.
Um exemplo de comando seria:
"Liste os riscos e oportunidades de expandir uma empresa de varejo para vendas internacionais."
A IA consegue estruturar cenários rapidamente, levantando pontos que podem ajudar na análise inicial de um problema. O processo reduz o tempo de preparação e facilita discussões internas mais objetivas.
O ChatGPT também passou a ser usado para acelerar tarefas do cotidiano executivo, como criação de e-mails, estruturação de apresentações, roteiros de reuniões e planejamento de agendas.
Em ambientes corporativos, onde decisões precisam ser tomadas com rapidez, reduzir minutos em tarefas repetitivas pode representar ganho relevante de produtividade ao longo da semana.
Além disso, muitos executivos utilizam a IA como uma espécie de “segunda leitura”, pedindo sugestões de melhoria para textos, discursos ou comunicados internos antes do envio final.
O avanço dessas ferramentas também está alterando a forma como executivos trabalham. Em vez de gastar tempo consolidando informações manualmente, líderes passam a focar mais em interpretação, estratégia e tomada de decisão.
A tendência é que habilidades como formulação de perguntas, leitura crítica e capacidade de validar informações se tornem cada vez mais importantes no ambiente corporativo.