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Lila Ibrahim: executiva é diretora de preparação de IA no Google DeepMind e foi reconhecida pela revista Time (Tidylucywc/Wikimedia Commons)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 11h21.
Lila Ibrahim, executiva do Google DeepMind, foi eleita nesta quinta-feira, 27, uma das principais mentes de inteligência artificial (IA) do mundo pela revista Time.
Ibrahim atuou por quase oito anos como diretora de operações e fundadora do Google DeepMind, mas assumiu, em janeiro, um novo cargo dentro da empresa para ajudar a preparar o mundo para o avanço acelerado da IA.
"A tecnologia só é tão boa quanto o progresso que ela cria para as pessoas", disse Ibrahim em entrevista exclusiva à EXAME em junho.
À época, a executiva havia acabado de voltar de uma viagem ao Brasil após o Google anunciar um investimento de R$ 5 milhões para capacitar professores de escolas públicas em inteligência artificial por meio do programa Experience AI. "Vi pessoalmente a energia vibrante e criativa da comunidade local, e queremos garantir que os brasileiros ajudem a moldar esse futuro da IA."
O trabalho de Ibrahim envolve exatamente olhar para o futuro e antecipar as capacidades potenciais da tecnologia, garantir que suas equipes já tenham pesquisado as implicações dessas capacidades, e estar pronta para testar e ajudar a definir políticas assim que essas possibilidades se tornarem realidade.
Isso não se limita a implementar aprendizados dentro do próprio Google — envolve também trabalhar com institutos de segurança de IA de governos ao redor do mundo, além de outras organizações, cientistas e economistas.
Ibrahim acredita que, no futuro, toda empresa de IA terá um executivo dedicado a essa função de preparação. Segundo ela, em entrevista à Time, a responsabilidade e segurança "não podem ser um pensamento posterior".
"Nunca teremos tanto tempo para nos preparar quanto agora, dado o ritmo em que a tecnologia está sendo desenvolvida", disse Ibrahim à Time. "Como garantimos que estamos construindo a tecnologia para as comunidades e com elas, para que ela não simplesmente aconteça com elas?"
Com passagens anteriores por Intel, Kleiner Perkins e Coursera, a executiva diz estar bastante consciente do que está em jogo.
"Já vi na minha carreira o que acontece quando acertamos a tecnologia, e o que acontece quando erramos", afirma. "Se quisermos que a IA tenha um impacto positivo no mundo, precisamos dar passos extras para tentar mitigar os riscos e manter a confiança que trabalhamos tanto para construir."