Rússia anuncia eficácia de 91% da vacina Sputnik V

Dentro todos os voluntários, apenas 78 contraíram a doença e nenhum deles desenvolveu sintomas graves de covid-19, segundo o Centro de Pesquisas Gamaleya.

A Rússia divulgou nesta segunda-feira, 14, os resultados finais da vacina Sputnik V, que tem eficácia de 91,4%. Aposta do país contra a covid-19, imunizante é desenvolvido por uma parceria com o Centro de Pesquisas Gamaleya, de Moscou.

Alexander Ginzburg, diretor do Gamaleya, afirmou que, mesmo nos casos em que as pessoas que tomaram a vacina foram infectadas pelo coronavírus, elas não desenvolveram sintomas gravas e tiveram uma versão mais leve da doença. Dentre todos os voluntários que receberam a vacina, 78 foram diagnosticadas com covid-19.

Em uma divulgação no final de novembro, o Gamaleya afirmou que a eficácia dos testes clínicos iniciais havia sido de 95%. Em coletiva nesta segunda-feira, os representantes do centro de pesquisas disseram que a eficiência do imunizante tende a crescer conforme os testes forem sendo expandidos.

Trata-se de uma vacina de “vetor viral”, que utiliza duas injeções de dois adenovírus (um tipo de vírus muito comum, que provoca resfriados, por exemplo) modificados com uma parte do vírus responsável pela covid-19.

Quando o adenovírus modificado penetra nas células das pessoas vacinadas, estas produzem uma proteína típica do SARS-CoV-2, o que permite ao sistema imunológico reconhecer o vírus e combatê-lo, de acordo com o centro Gamaleya.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas há complicadores: a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação. Neste caso, a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

 

 

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