Ciência

Quer envelhecer bem? Evite esse tipo de alimento, segundo a ciência

Com menos de 15% de ultraprocessados na dieta, participantes perderam peso e melhoraram colesterol e insulina

Alimentos: estudo mostra que tipo de comida não faz bem para a saúde (Leandro Fonseca /Exame)

Alimentos: estudo mostra que tipo de comida não faz bem para a saúde (Leandro Fonseca /Exame)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 14h11.

Um novo estudo com adultos acima de 65 anos indicou que reduzir alimentos ultraprocessados pode trazer benefícios amplos para a saúde, mesmo sem dieta restritiva ou aumento de exercícios.

A pesquisa monitorou a alimentação de participantes durante semanas e registrou melhora na regulação do apetite, queda no peso corporal e ajuste em indicadores metabólicos ligados a doenças como diabetes e colesterol alto.

Os voluntários seguiram dois planos alimentares distintos com baixo teor de alimentos industrializados: um com carne magra, outro sem carnes, mas com ovos e laticínios.

Em ambos, o consumo de ultraprocessados ficou abaixo de 15% das calorias totais — menos de um terço da média da dieta americana. Todas as refeições foram fornecidas pelos pesquisadores, com foco em ingredientes simples e minimamente modificados.

Os resultados incluíram perda de gordura abdominal, melhora nos níveis de insulina, colesterol e hormônios ligados à saciedade. Os efeitos positivos apareceram nos dois tipos de dieta, indicando que o fator comum decisivo foi o baixo consumo de produtos industrializados.

Menos aditivos, mais saúde

Os alimentos classificados como ultraprocessados costumam conter aditivos químicos, estabilizantes, corantes e outros componentes que não fazem parte do preparo caseiro. Exemplos incluem snacks embalados, refeições prontas e carnes processadas. Eles representam mais da metade das calorias ingeridas por adultos nos Estados Unidos.

A pesquisa reforça uma tendência adotada nas novas diretrizes alimentares americanas, que agora recomendam explicitamente evitar ultraprocessados como forma de preservar a saúde.

Os autores destacam que, entre pessoas mais velhas, o controle metabólico é fundamental para manter a autonomia, mobilidade e a qualidade de vida.

O desafio da vida real

A pesquisa foi conduzida em ambiente altamente controlado, com cardápios prontos e apoio profissional. Ainda não se sabe se as pessoas conseguem manter o baixo consumo de ultraprocessados em suas rotinas diárias sem suporte.

Também seguem em aberto questões sobre quais aspectos do processamento são mais nocivos e como a indústria pode adaptar seus produtos para oferecer opções mais seguras.

O estudo indica que pequenas mudanças realistas — como reduzir embalados e priorizar alimentos frescos — já geram impactos mensuráveis na saúde de quem está envelhecendo.

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