Alzheimer: estudo desenvolveu compostos que podem revelar mecanismos biológicos ainda pouco conhecidos da doença (Getty Images)
Redatora
Publicado em 9 de agosto de 2026 às 09h16.
A busca por novos tratamentos para a doença de Alzheimer pode ter ganhado um importante aliado. Pesquisadores da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, desenvolveram dois novos compostos que podem ajudar a desvendar mecanismos ainda pouco compreendidos da doença, um avanço que pode abrir caminho para futuras terapias.
O estudo, publicada na revista científica ACS Chemical Neuroscience, oferece as primeiras ferramentas desenvolvidas para investigar de forma seletiva a proteína TAOK1, associada ao Alzheimer, além de um segundo composto que poderá ampliar o entendimento sobre essa família de proteínas e seu papel na progressão da doença.
Apesar dos avanços nos tratamentos contra da doença de Alzheimer, um dos desafios é entender o papel de proteínas que já foram associadas à enfermidade, mas que ainda não podem ser estudadas com precisão por falta de ferramentas específicas.
Foi com esse objetivo que os pesquisadores criaram uma biblioteca com centenas de moléculas semelhantes e avaliaram como elas interagiam com a proteína TAOK1, apontada por estudos anteriores como um possível fator envolvido na doença.
O trabalho levou à descoberta do composto VU6083859, descrito pelos autores como o primeiro inibidor seletivo da TAOK1. Segundo os pesquisadores, o composto não foi desenvolvido para uso clínico, mas como uma ferramenta capaz de ajudar cientistas a compreender melhor como essa proteína participa dos processos ligados ao Alzheimer.
Durante os experimentos, a equipe identificou um segundo composto que se comportou de forma diferente do esperado. Em vez de bloquear a atividade das proteínas da família TAOK, o composto VU6080195 aumentou a atividade das três proteínas que compõem esse grupo.
Para os pesquisadores, o resultado amplia as possibilidades de investigação, já que a maior parte dos estudos realizados até o momento se concentrou apenas na inibição dessas proteínas.
Agora, será possível comparar os efeitos de reduzir ou estimular sua atividade, permitindo uma compreensão mais completa de seu papel nas doenças neurológicas.