MIT desenvolve robô que consegue “destruir” coronavírus

Robô criado no laboratório de robótica do MIT usa luz UV-C para desinfetar superfícies de grandes áreas, eliminando vírus como o coronavírus

Enquanto o uso de máscaras ajuda a impedir a propagação do coronavírus pelo ar e, assim, a contaminação de pessoas ao falarem, rirem ou espirrarem perto uma das outras, uma outra forma de contaminação se coloca como um constante perigo: a contaminação via superfícies. Mas uma nova criação do MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos EUA pode ajudar a eliminar essa fonte de risco.

O CSAIL-MIT (Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory do MIT) desenvolveu, em parceria com a empresa Ava Robotics e o Greater Boston Food Bank (GBFB), um robô que usa luz UV-C para desinfetar superfícies e neutralizar formas aerossóis do coronavírus. O robô se mostrou capaz de limpar uma área de 370 metros quadrados em 30 minutos, eliminando vírus e bactérias.

Como ele funciona

O robô consegue mapear a área onde trabalhará, depois de ser “ensinado” sobre a localidade. As ondas curtas da luz UV-C matam microorganismos no local e quebra seu DNA em um processo chamado “irradiação ultravioleta germicida”.

O teste foi feito em um depósito de quase 400 metros quadrados. O resultado, promissor, indica que o método pode ser usado para limpar áreas de escolas, restaurantes, supermercados e fábricas, por exemplo. O robô, assim, pode se tornar uma forma mais eficiente de limpeza de grandes áreas, já que a limpeza com desinfetantes químicos pode demorar muito, ser cara e ainda coloca em risco a saúde dos trabalhadores responsáveis pelo serviço.

A exposição à luz UV-C não é segura para humanos, mas o robô é autônomo e garante uma limpeza sem necessidade de acompanhamento humano de perto. Ela não deixa resíduos inseguros após a limpeza.

A invenção liderada pelo MIT é ainda mais importante para o futuro da limpeza de grandes depósitos de comida. Já há casos de alimentos contaminados pelo coronavírus, como um carregamento de camarão. A invenção pode tornar depósitos e mercados mais seguros à pandemia e impedir que toneladas de comida sejam descartadas.

Após os testes bem-sucedidos, a equipe responsável pela invenção tentará melhorar a capacidade do robô, adaptando-o para diferentes tipos de terreno e promovendo ajustes para que ele libere a dosagem precisa de radiação, de acordo com a área a ser limpa.

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