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Lua de Sangue: por que ela fica vermelha durante eclipse total?

Durante o eclipse lunar total, a atmosfera da Terra filtra a luz solar e projeta apenas tons vermelhos na superfície da Lua

Lua de sangue: fenômeno vai ocorrer no início de março (Jesus Merida/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Lua de sangue: fenômeno vai ocorrer no início de março (Jesus Merida/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de março de 2026 às 07h21.

Em março, um eclipse lunar total fará a Lua cheia adquirir coloração avermelhada e causar um "apagão" no céu por cerca de 58 minutos, em um fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”.

O evento altera o aspecto habitual do satélite natural, que deixa o brilho prateado e passa a exibir tons de cobre e vermelho escuro durante a fase de totalidade.

Por que a lua fica vermelha?

A coloração que origina o nome “Lua de Sangue” ocorre em um eclipse lunar total. Nesse alinhamento, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite e bloqueando a incidência direta da luz solar. Esse arranjo produz o chamado “apagão” lunar.

Mesmo encoberta pela sombra, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite. Nesse trajeto, os tons azulados se dispersam, enquanto os comprimentos de onda avermelhados conseguem atravessar com maior eficiência. O resultado é a tonalidade em cobre ou vermelho-escuro que marca o auge do fenômeno.

A expressão “Lua das Minhocas” também aparece associada ao evento. O nome tem origem em tradições do Hemisfério Norte, onde a Lua cheia de março coincide com o fim do inverno e o início da primavera. Nesse período, o solo começa a descongelar e as minhocas reaparecem na superfície, indicando a transição de estação. Essa referência passou a identificar essa fase do calendário lunar.

Quando será a Lua de Sangue?

O evento astronômico vai acontecer dia 3 de março. O fenômeno acontece anualmente em março, mas as datas podem variar.

O eclipse será visível no Brasil?

Segundo o site oficial da Nasa, a totalidade do eclipse será visível à noite no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e nas primeiras horas da manhã na América do Norte, na América Central e no extremo oeste da América do Sul.

O eclipse será parcial na Ásia Central e em grande parte da América do Sul. Nenhum eclipse será visível na África ou na Europa.

Isso significa que, no Brasil, observadores do Norte do país terão mais chances de ver o fenômeno. Em regiões como Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, a observação tende a ser de eclipse parcial, visível no lado oeste do céu poucas horas antes do nascer do Sol.

Já no restante do país, as chances de observação são mínimas.

A fase de totalidade, quando a Lua permanece completamente imersa na sombra da Terra por aproximadamente 58 minutos, concentra o ponto central do fenômeno. Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar não apresenta risco à visão e pode ser observado sem equipamentos específicos.

Para ampliar a visibilidade, recomenda-se escolher locais com baixa poluição luminosa e verificar a previsão do tempo, já que a presença de nuvens pode comprometer a observação do evento.

Binóculos ou um telescópio também podem melhorar a visualização.

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