Fenômeno climático La Niña pode durar até 2023, segundo a ONU

Há 70% de chance de que o La Niña, que começou em setembro de 2020, continue até pelo menos agosto do próximo ano
La Niña: fenômeno causa resfriamento das temperaturas superficiais no oceano Pacífico (Foto/AFP)
La Niña: fenômeno causa resfriamento das temperaturas superficiais no oceano Pacífico (Foto/AFP)
A
AFPPublicado em 10/06/2022 às 11:53.

O fenômeno climático La Niña, que afeta as temperaturas globais e agrava secas e inundações, deve continuar por meses e até 2023, alertou a ONU nesta sexta-feira.

La Niña, que ocorre em períodos de dois a sete anos, provoca um resfriamento em grande escala das temperaturas da superfície na zona equatorial central e leste do Oceano Pacífico.

O que dizem as últimas pesquisas científicas mais importantes? Descubra ao assinar a EXAME, por menos de R$ 0,37/dia.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU, há 70% de chance de que o La Niña, que começou em setembro de 2020, continue até pelo menos agosto.

"Algumas previsões de longo prazo sugerem que pode persistir até 2023", disse a OMM em comunicado.

O fenômeno tem grandes repercussões no clima em todo o mundo, ao contrário do fenômeno El Niño, que tem efeitos de aquecimento nas temperaturas globais.

As secas que afetam o Chifre da África e a América do Sul "têm a marca do La Niña", disse a OMM.

A organização também acredita que chuvas acima da média no Sudeste Asiático e na Austrália podem estar ligadas ao fenômeno, assim como as previsões de uma temporada de furacões mais intensa no Atlântico.