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Maior bilionário do Brasil, Eduardo Saverin trabalhou apenas um ano no Facebook

Cofundador do Facebook trabalhou apenas alguns meses na empresa antes de sair, mas construiu fortuna de R$ 162,9 bilhões com participação minoritária e investimentos posteriores, segundo a Forbes

Eduardo Saverin: bilionário é novamente o mais rico do Brasil (Wei Leng Tay/Bloomberg/Getty Images)

Eduardo Saverin: bilionário é novamente o mais rico do Brasil (Wei Leng Tay/Bloomberg/Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 10h14.

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O homem mais rico do Brasil pelo quarto ano consecutivo, Eduardo Saverin, trabalhou apenas cerca de um ano no Facebook antes de deixar a empresa em meio a uma disputa que se tornou mundialmente conhecida.

A Forbes divulgou na quinta-feira, 27, a edição de 2026 de seu ranking anual de bilionários brasileiros, com Saverin na primeira posição, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões — valor 28,24% menor do que os R$ 227 bilhões registrados em 2025.

Nascido em São Paulo, em 1982, e criado nos Estados Unidos, Saverin conheceu Mark Zuckerberg enquanto estudava economia em Harvard e ajudou a fundar o Facebook em 2004, então uma rede social restrita a alunos da universidade.

Ele assumiu a responsabilidade pelas finanças da empresa logo no início, com participação de 30% na sociedade — mas, já em 2005, um ano depois da fundação, deixou a companhia em meio a divergências com Zuckerberg sobre o rumo do negócio, episódio que ficou mundialmente conhecido depois de inspirar o filme "A Rede Social".

Após uma disputa judicial, Saverin manteve uma fatia bem menor da empresa — hoje avaliada em cerca de 2% da Meta, atual controladora do Facebook. Foi o suficiente: a valorização das ações da companhia ao longo dos anos, sobretudo depois da abertura de capital em 2012, transformou essa participação minoritária na base da maior fortuna do país.

Do Facebook ao futebol inglês

Radicado em Singapura desde 2009, Saverin também construiu uma segunda fonte de riqueza como investidor.

Ele é sócio da B Capital, gestora de venture capital fundada em 2015, com foco em startups de tecnologia, saúde e tecnologia climática. Em julho deste ano, a empresa anunciou a criação do fundo Ascent Fund III, que captou US$ 500 milhões para investir em startups de inteligência artificial (IA), com ênfase nos setores de saúde e energia da América do Norte e da Ásia.

Neste mês, Saverin também expandiu seus investimentos para o futebol inglês. Por meio de seu family office, o EE Capital, ele integrou o consórcio 1892 Holdings, que comprou uma participação minoritária de cerca de 30% do Liverpool, ao lado de nomes como Jeff Bezos, fundador da Amazon.

A operação avalia o clube em aproximadamente US$ 7,1 bilhões, com o Fenway Sports Group (FSG) mantendo o controle majoritário e a gestão operacional da equipe.

Não é a primeira incursão de Saverin no futebol inglês. Em 2022, ele e a esposa, Elaine Andriejanssen, já haviam integrado um grupo de investidores que disputou, sem sucesso, a compra do Chelsea.

Os dez brasileiros mais ricos em 2026, segundo a Forbes

  1. Eduardo Luiz Saverin — R$ 162,9 bilhões
  2. Vicky Sarfati Safra e família — R$ 130,6 bilhões
  3. Jorge Paulo Lemann e família — R$ 103,5 bilhões
  4. André Santos Esteves — R$ 66,1 bilhões
  5. Fernando Roberto Moreira Salles — R$ 50,3 bilhões
  6. Pedro Moreira Salles — R$ 46,6 bilhões
  7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — R$ 38,8 bilhões
  8. Miguel Gellert Krigsner — R$ 35,7 bilhões
  9. Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família — R$ 35,4 bilhões
  10. Ricardo Castellar de Faria — R$ 35,1 bilhões

Maior salto do grupo

O destaque de crescimento entre os dez primeiros foi Ricardo Faria, que pulou da 21ª para a 10ª posição depois de seu patrimônio saltar 79,08%, de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões.

A Granja Faria, fundada em 2006, produz cerca de 16 milhões de ovos por dia; em 2024, a empresa comprou a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão, e no ano seguinte adquiriu o Grupo Hevo, da Espanha. Em março de 2026, a gestora Warburg Pincus comprou uma fatia da Global Eggs, elevando o valor de mercado da companhia para US$ 40 bilhões, segundo a Forbes.

Já Carlos Alberto Sicupira foi o único do top 10 a perder posições, caindo do sexto para o nono lugar, com queda de 9,46% no patrimônio.

Brasil soma 255 bilionários

Na 14ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio superior a R$ 1 bilhão, somando R$ 1,86 trilhão em fortunas.

Segundo o levantamento, 146 bilionários (57,25% do total) ampliaram seu patrimônio no período, 77 (30,20%) ficaram menos ricos, e 27 (10,59%) mantiveram a fortuna estável. Cinco nomes entraram no ranking pela primeira vez.

Como é feito o cálculo do patrimônio dos bilionários?

A lista Forbes Bilionários Brasileiros é elaborada a partir de diferentes fontes públicas. Para as empresas com ações negociadas em bolsa, o levantamento considera as participações societárias e as cotações de fechamento registradas em 30 de junho de 2026.

Segundo a Forbes, os dados referentes às companhias abertas são públicos, oficiais e auditados. Como o ranking utiliza apenas informações públicas, os patrimônios apresentados podem estar subestimados.

Na maioria dos casos, o cálculo não considera bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações. Esses ativos são incluídos quando o participante da lista concorda em fornecer as informações necessárias.

Dependendo da estrutura patrimonial, as fortunas de irmãos e outros familiares podem aparecer consolidadas ou ser contabilizadas separadamente.

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