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(Imagem gerada por IA/Exame)
Repórter
Publicado em 23 de maio de 2026 às 16h01.
Cientistas identificaram uma nova espécie gigante de mosassauro, réptil marinho que viveu na mesma época dos dinossauros e dominou os oceanos pré-históricos.
O animal foi batizado de Tylosaurus rex, ou T. rex, e podia medir até 43 pés de comprimento, o equivalente a cerca de 13 metros.
Os fósseis foram encontrados principalmente no norte do Texas e têm cerca de 80 milhões de anos.
A pesquisa foi conduzida por cientistas do American Museum of Natural History, doPerot Museum of Nature and Science, em Dallas, e da Southern Methodist University.
“Tudo é maior no Texas, e isso inclui os mosassauros, aparentemente”, disse Amelia Zietlow, autora principal do estudo publicado no Bulletin of the American Museum of Natural History.
A investigação começou quando Zietlow percebeu que um fóssil no acervo do American Museum of Natural History parecia ter sido identificado de forma incorreta como Tylosaurus proriger, outra espécie de mosassauro.
Ao comparar o exemplar com o fóssil original de T. proriger, guardado no Museum of Comparative Zoology, da Universidade Harvard, os pesquisadores concluíram que os fósseis do Texas pertenciam a uma espécie diferente.
Mais de uma dezena de fósseis semelhantes, armazenados em museus, foram então associados ao novo predador.
Entre as diferenças identificadas estavam o tamanho maior, dentes finamente serrilhados — raros em mosassauros — e a origem em outra região e período.
Enquanto a maioria dos fósseis de T. proriger foi encontrada no Kansas e data de cerca de 84 milhões de anos atrás, o Tylosaurus rex viveu principalmente no atual Texas há cerca de 80 milhões de anos.
Além do tamanho, os pesquisadores afirmam que o Tylosaurus rex tinha adaptações ligadas a músculos fortes na mandíbula e no pescoço.
Essas características indicam que o animal era um predador especialmente potente nos mares do período Cretáceo.
“Além de ser enorme, com cerca de duas vezes o comprimento dos maiores tubarões-brancos, o T. rex parecia ser um animal muito mais agressivo do que outros mosassauros”, disse Ron Tykoski, coautor do estudo, vice-presidente de ciência e curador de paleontologia de vertebrados do Perot Museum.
Segundo Tykoski, fósseis bem preservados coletados no norte do Texas mostram evidências de violência dentro da própria espécie em grau não observado antes em outros exemplares de Tylosaurus.
Um dos exemplos é o fóssil apelidado de The Black Knight, mantido no Perot Museum. O exemplar não tem a ponta do focinho e apresenta fratura na mandíbula inferior.
Os pesquisadores afirmam que as lesões provavelmente foram causadas por outro animal da mesma espécie.
A nova classificação também muda a identidade de fósseis conhecidos. Exemplares antes atribuídos ao Tylosaurus proriger passam a ser reconhecidos como Tylosaurus rex.
Entre eles estão Bunker, fóssil exibido na Universidade do Kansas, e Sophie, em exposição no Yale Peabody Museum.
O espécime usado como referência principal da nova espécie está em exposição no Perot Museum, em Dallas.
Esse fóssil foi encontrado originalmente em 1979 perto de um reservatório artificial nos arredores da cidade.
O estudo também questiona interpretações antigas sobre a evolução dos mosassauros.
Segundo os cientistas, o principal conjunto de dados usado para estudar as relações evolutivas desses répteis marinhos mudou pouco nas últimas três décadas.
Para atualizar essa base, a equipe criou um conjunto de dados revisado e propôs uma nova estrutura evolutiva para os tilossauros.
“Esta descoberta não é apenas sobre nomear uma nova espécie”, disse Zietlow. “Ela destaca a necessidade de revisitar suposições antigas sobre a evolução dos mosassauros e modernizar as ferramentas que usamos para estudar esses répteis marinhos icônicos.”
Para Michael Polcyn, da Southern Methodist University e coautor do estudo, os achados reforçam o papel do Texas na compreensão dos antigos ecossistemas marinhos.
Segundo ele, a descoberta marca uma nova fase nas pesquisas sobre a história evolutiva desses predadores.
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