Ciência

Cientistas chineses criam orelhas humanas com impressora 3D

Método foi usado para corrigir má-formação em crianças

Orelha: cientistas chineses "imprimiram" orelhas em 3D (BananaStock/Thinkstock)

Orelha: cientistas chineses "imprimiram" orelhas em 3D (BananaStock/Thinkstock)

Victor Caputo

Victor Caputo

Publicado em 1 de fevereiro de 2018 às 10h31.

Pela primeira vez na China, cientistas conseguiram reconstruir orelhas humanas a partir de tecnologia de impressão 3D e células humanas, de acordo com um artigo publicado na revista "EBio Medicine" nesta terça-feira (30).

A reconstrução foi feita em pacientes que sofrem de microtia - uma deformidade congênita em que a orelha não é desenvolvida até os primeiros meses de gestação. Ela afeta a audição, mas também pode acarretar outros problemas de caráter fisiológico e psicológico.

Os cinco pacientes tinham entre 6 e 9 anos de idade. Para a reconstrução do órgão, os cientistas escanearam as orelhas e transferiram os dados para uma impressora 3D, criando um molde novo.

A cartilagem do órgão foi desenvolvida in vitro, ou seja, fora do organismo vivo. Para tal, foram utilizados condrócitos - células presentes no tecido cartilaginoso - que foram colocados em um suporte biodegradável e desenvolvido em tubo de ensaio.

Além disso, a cartilagem foi utilizada para a reconstrução auricular dos pacientes e alcançou resultados satisfatórios ao longo da maturação do tecido, que levou aproximadamente 2 anos e 5 meses.

De acordo com a revista "EBio Medicine", a microtia atinge 1 em cada 5 mil pessoas mundo. Mas, em países latino-americanos e asiáticos, esse índice aumenta.

Como o corpo humano possui diversas reações ao processo, a cirurgia ainda não pode ser feita para fins estéticos.

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