Ciência

12 raças de cachorro têm maior risco de problema respiratório; saiba quais

Pesquisa com quase 900 cachorros aponta risco elevado de síndrome respiratória em raças de focinho achatado

Cachorro de raça Pequinês (Pixabay/Bvlgari)

Cachorro de raça Pequinês (Pixabay/Bvlgari)

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 12h06.

Cachorros com focinho achatado podem enfrentar dificuldades respiratórias mais sérias do que aparentam. Um estudo publicado na revista científica PLOS One analisou 898 cães de 14 raças diferentes e identificou que 12 delas apresentam maior risco de desenvolver problemas respiratórios associados à Síndrome Obstrutiva das Vias Aéreas Braquicefálicas (BOAS).

A condição, comum em raças braquicefálicas, pode causar intolerância ao exercício, respiração ruidosa, chiado e, nos casos mais graves, necessidade de cirurgia.

Risco de BOAS em 14 raças de cães

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge. A equipe avaliou medidas do crânio, focinho, pescoço e estrutura corporal dos animais, além de examinar sintomas clínicos.

Os cães foram classificados em uma escala de zero a três:

  • Grau 0: sem sintomas respiratórios
  • Grau 3: dificuldade significativa para respirar e limitação de exercício

O objetivo foi identificar quais características físicas aumentam o risco de desenvolver a síndrome respiratória.

Quem lidera o ranking?

Entre as raças avaliadas, o Pequinês apresentou um dos piores resultados. Apenas 11% dos cães dessa raça respiravam sem sintomas.

O Chin Japonês também registrou alto risco, com apenas 17,4% classificados como grau zero. Nessas duas raças, foi observado alto índice de narinas estreitas, fator diretamente associado à obstrução das vias aéreas.

Outras raças com desempenho intermediário incluem:

  • Shih Tzu
  • Boston Terrier
  • Cavalier King Charles Spaniel

Boxer, Chihuahua e Spitz Alemão Anão apresentaram melhores índices, com entre 50% e 75% dos cachorros sem sinais da síndrome.

Focinho achatado aumenta risco de problemas respiratórios em cães

A BOAS está ligada ao formato encurtado do crânio, típico das chamadas raças braquicefálicas. O focinho reduzido pode comprometer a passagem de ar, causando esforço respiratório constante.

Segundo os pesquisadores, a síndrome existe em diferentes graus. Alguns cães apresentam apenas leve desconforto, enquanto outros têm a qualidade de vida significativamente afetada.

A condição é considerada hereditária, o que reforça a importância de práticas responsáveis de criação.

Identificar fatores de risco pode ajudar na prevenção da BOAS

O estudo indica que compreender as diferenças entre as raças é fundamental para desenvolver estratégias mais eficazes de prevenção e manejo clínico.

Como muitas dessas raças são populares, os pesquisadores defendem que tutores estejam atentos a sinais como:

  • Respiração ofegante frequente
  • Intolerância ao exercício
  • Roncos excessivos
  • Dificuldade para se recuperar após atividade física

A identificação precoce pode permitir intervenções que reduzam complicações futuras.

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