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Teste de 1.000 km revela o que o Boreal tem para desafiar Compass e Corolla Cross

Com estilo e conteúdo, último lançamento da Renault pode superar falta de tradição no segmento

Renault Boreal Iconic: testamos o novo carro da montadora (Divulgação)

Renault Boreal Iconic: testamos o novo carro da montadora (Divulgação)

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 14h03.

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Um dos principais lançamentos de 2025 foi o Renault Boreal, que marcou a entrada da marca francesa no segmento de SUVs médios, dominado por Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. O modelo desembarcou nas lojas em novembro, partindo de R$ 179.990.

Quarto lançamento do que a empresa chama de Renault International Game Plan, seu plano de 3 bilhões de euros para fortalecer a presença mundial da marca com oito novos modelos fora da Europa, o Boreal é o segundo produto sobre a plataforma Renault Group Modular Plataform (RGMP), inaugurada no Brasil pelo Kardian, há dois anos.

De acordo com a marca, em três anos de desenvolvimento o Boreal consumiu 1 milhão de horas de engenharia e rodou 1,5 milhão de quilômetros em testes. O Brasil é o primeiro país a comercializá-lo.

“Para desenvolver e industrializar o Boreal no Brasil nós investimos R$ 2 bilhões no País, como parte do ciclo de 5,1 bilhões de reais de 2021 a 2025”, explicou à época do lançamento Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da Renault do Brasil. Da fábrica de São José dos Pinhais (PR) o modelo será exportado para outros 17 países da América Latina a partir deste ano.

Como é

A Casual EXAME rodou com um Boreal Iconic (R$ 214.990) durante um mês, e a cada quilômetro dos pouco mais de 1.000 rodados o SUV demonstrou muitas qualidades e poucos poréns.

O estilo e a cor Azul Mercure chamam atenção. Na cabine, o Boreal trata os ocupantes quase como um carro de luxo, com profusão de couro em tom azul e bossas como 48 opções de cores para a iluminação ambiente, teto solar panorâmico e sistema de som da Harman Kardon com 10 alto-falantes, afinado pelo músico, compositor e produtor francês Jean-Michel Jarre.

Os bancos dianteiros têm ajuste elétrico e lombar e funções massagem e memória para motorista, benesses não disponíveis nos líderes da categoria. Destaque para o espaço, garantido pelo entre-eixos de 2,70 m e o porta-malas de 522, o mais amplo do segmento.

Outro ponto elogiável é a escolha por botões físicos para os comandos do ar condicionado e do volume do áudio, em vez de tudo centralizado na central multimídia, uma tendência que agora começa a ser felizmente revertida.

A central multimídia de 10 polegadas fica com as configurações do carro e emparelhamento sem cabo de smartphones. O Boreal é o primeiro carro nacional com Google Automotive Services, que comporta mapa com informações sobre o trânsito em tempo real, assistente virtual que aceita mais de 70 comandos por voz e mais de 100 aplicativos.

O painel de instrumentos digital também de 10 polegadas, similar a um celular na horizontal, se destaca pela oferta de informações com clareza e objetividade. É possível escolher quais informações terão destaque, sem o inconveniente de navegar por tantos menus. Só o conta-giros em barra que não é lá muito intuitivo.

Todo Boreal traz entre os principais equipamentos de série faróis full LED, ar-condicionado automático e digital dual zone com saída de ar traseira, console central com compartimento refrigerado, carregador de celular por indução, freio de estacionamento eletrônico, seis airbags e controle de velocidade adaptativo.

Como anda

Tanto no uso rodoviário quanto urbano, o SUV demonstrou que seu motor 1.3 turbo de até 163 cv e 27,5 kgfm de torque dá conta dos seus 1.438 kg. As trocas de marcha do câmbio automatizado de dupla embreagem são rápidas e agradam quem gosta de uma tocada mais esportiva.

Com ajustes de altura e profundidade, o inédito volante é do tipo mais achatado nas laterais. Bem encaixado no posto, o motorista dá conta do entrosamento entre motor e câmbio pelo suave ronco e pela marcante troca de marchas. Com etanol no tanque, foi difícil passar os 7 km/l de média. Não se trata de um carro “beberrão”, mas tampouco econômico.

Contudo, o principal desafio do Boreal será atrair consumidores que têm se revelado fiéis ao espírito aventureiro do Compass e ao conservadorismo do Corolla Cross, que emplacaram respectivamente 61.255 e 59.674 exemplares ao longo de 2025.

Estilo e conteúdo não lhe faltam.

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