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Por que alguns tênis são proibidos em corridas

World Athletics limita algumas tecnologias em provas de corrida

Corrida: veja quais tênis podem desclassificar em competições (Asics/Divulgação)

Corrida: veja quais tênis podem desclassificar em competições (Asics/Divulgação)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 07h12.

As inovações tecnológicas nos tênis de corrida levaram federações esportivas a estabelecer restrições para manter a igualdade nas competições. A World Athletics, entidade que regula provas de atletismo no mundo, define critérios rígidos para o uso de calçados por atletas de elite, e tem uma lista de "proibidos" para suas disputas.

A norma fixa em 40 milímetros a altura máxima permitida para a entressola em provas oficiais. Modelos que superam esse patamar não podem ser usados por atletas que disputam pódio, recordes ou pontuação oficial. A regra não costuma gerar desclassificação entre corredores amadores, já que não há inspeção individual de equipamentos fora do grupo de elite.

Nos últimos anos, várias marcas lançaram tênis com foco em amortecimento e eficiência energética, mas os modelos são irregulares para as competições. Entre eles estão:

  • Adidas Adizero Prime X 3 Strung (50 mm);
  • Asics Magic Speed 4 (43,5 mm);
  • Asics Superblast 2 (45 mm);
  • Hoka Skyward X (50 mm);
  • Mizuno Neo Vista 2 (44 mm);
  • New Balance More V6 (44 mm);
  • Puma Magmax Nitro (46 mm);
  • Saucony Kinvara Pro (42 mm).

O que define um tênis irregular?

A regulamentação internacional considera dois fatores principais. Além da espessura da entressola, é avaliada estrutura interna do calçado: se ele contar com múltiplas placas rígidas, como as de carbono, também pode ser barrado.

Outra exigência determina que o modelo esteja disponível comercialmente por pelo menos quatro meses antes de ser utilizado em provas oficiais. A medida busca impedir o uso de protótipos exclusivos, desenvolvidos apenas para determinados atletas.

Também é proibido fazer customizações não autorizadas e ajustes fora das especificações do modelo, sujos elementos técnicos precisam estar descritos de forma pública e acessível;

Consequências

Em eventos regidos pela World Athletics, a fiscalização foca nos atletas que influenciam diretamente o resultado da prova. Se um modelo irregular for identificado, o candidato fica sujeito a uma série de penalidades, como:

  • Desclassificação;
  • Perda de medalhas ou títulos;
  • Sanções a treinadores e equipes, como advertências e restrições futuras.
  • Esse controle é especialmente rigoroso em maratonas internacionais, campeonatos de pista e Jogos Olímpicos.

Orientações

Para evitar problemas, a recomendação é verificar se o modelo escolhido consta na lista de calçados aprovados pela World Athletics. Também é importante confirmar com o fabricante as especificações técnicas, como altura da entressola e presença de placas.

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