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Slice culture: a pizza estilo NYC vira tendência em São Paulo

“A pizza nova-iorquina faz sentido em São Paulo porque dialoga com o ritmo da cidade", diz Paul Cho, chef da Paul’s Boutique

Paul Cho: "A fatia grande e dobrável é praticamente um gesto urbano” (Divulgação/Divulgação)

Paul Cho: "A fatia grande e dobrável é praticamente um gesto urbano” (Divulgação/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 16h36.

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Fatias grandes, massa fina e crocante, queijo e molho equilibrado: a pizza estilo nova-iorquina pouco a pouco tem ganhado o paladar dos paulistanos com o crescimento das pizzarias especializadas na receita americana.

Mais do que um estilo de pizza, a chamada slice culture reflete uma transformação global na forma de comer e ocupar o espaço urbano. “Existe um novo movimento em curso em torno da pizza estilo nova-iorquina. Ele está se espalhando dos Estados Unidos para grandes cidades ao redor do mundo. A fatia entrou para o nosso imaginário — nos filmes, na música — como um jeito de comer rápido, na rua, em parques. Ela dialoga especialmente com o gosto e o modo de vida das novas gerações”, diz Albert Sapere, co-diretor do prêmio 50 Top Pizza.

Na capital paulista, esse movimento encontra um terreno fértil. O consumo por fatia permite giro rápido, tíquete médio flexível e operação simplificada, além de dialogar diretamente com a vida noturna, o delivery e a alimentação fora dos horários convencionais.

“A pizza nova-iorquina faz sentido em São Paulo porque dialoga com o ritmo da cidade. É uma comida rápida, democrática e sem cerimônia, que funciona tanto para quem quer comer em pé depois do bar quanto para quem pede no delivery. A fatia grande e dobrável é praticamente um gesto urbano”, diz Paul Cho, chef da Paul’s Boutique.

Com três unidades em São Paulo, nos bairros Itaim Bibi, Vila Madalena e Bom Retiro, a Paul's Boutique vende em média 15 mil fatias por mês. Os sabores mais pedidos são stracciatella e pepperoni.

Paul's Boutique: unidades no Itaim Bibi, Vila Madalena e Bom Retiro, em São Paulo (Divulgação/Divulgação)

O sucesso do modelo também passa pela estética e pela comunicação. Ambientes informais, balcões, referências à cultura pop e forte presença nas redes sociais ajudam a transformar a pizza em um produto de apelo jovem e altamente compartilhável.

Ao mesmo tempo, o estilo conversa com uma valorização crescente da técnica: massas de longa fermentação, molhos bem trabalhados e queijos de qualidade mostram que simplicidade e excelência podem caminhar juntas.

Para o mercado, a pizza nova-iorquina se apresenta como uma alternativa estratégica em um cenário de custos elevados e consumidores mais atentos ao custo-benefício. Com menos ingredientes por pizza, maior padronização e potencial de escala, o modelo atrai novos empreendedores e reforça a ideia de que tendências gastronômicas também refletem transformações profundas na forma de consumir, operar e viver nas grandes cidades.

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