Quantidade de patrocinadores da CBF aumenta 110% em relação a 2018

Após fechar com a startup Kavak, entidade chegou a 19 parceiros; na última copa, nove marcas investiam na seleção
 (Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Fernando Frazão/Agência Brasil)
Por Da RedaçãoPublicado em 11/04/2022 11:38 | Última atualização em 12/04/2022 10:22Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Conhecida por ser um dos produtos mais fortes do mercado esportivo, a marca da Seleção Brasileira chegará à Copa do Mundo de 2022 com um aumento significativo no número de patrocinadores. Após anunciar no mês passado o acordo com a startup Kavak, da indústria automobilística, a entidade atingiu o número de 19 marcas parceiras, mais que o dobro em relação ao Mundial da Rússia, quando contava com o investimento de nove companhias.

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As receitas publicitárias são de extrema importância no orçamento anual da CBF. De acordo com o balanço financeiro divulgado em 2020, a arrecadação total da instituição atingiu R$716 milhões. Desse montante, R$365 milhões eram provenientes de patrocínios, valor equivalente a 51%. A arrecadação só não foi maior por conta da pandemia, que paralisou o futebol brasileiro por quatro meses. Em 2019, a receita atingiu R$957 milhões, valor recorde da confederação.

Com 19 parceiros, a CBF chega na Copa do Catar com a marca valorizada. No Mundial de 2014, quando o torneio foi disputado no Brasil e o apelo popular era ainda maior, 14 empresas investiram na Seleção. Para Bruno Maia, especialista em inovação no esporte, CEO da Feel The Match e autor do livro "Inovação é o Novo Marketing", a proximidade com a Copa do Mundo traz um crescimento natural na procura dos patrocinadores.

“A Seleção Brasileira não deixou de ser um produto de mídia forte, porque ainda consegue espaços nobres de promoção dos seus jogos. Para quem quer investir no futebol e tem receio da rejeição por torcedores de outras torcidas não patrocinadas, a seleção é um ponto de convergência. Com a aproximação da Copa do Mundo é natural que cresça ainda mais a busca dos patrocinadores. De qualquer forma, é perceptível o crescimento dos valores dos patrocínios nos últimos anos como um todo no futebol nacional”, afirma Bruno Maia.

Entre as empresas que investem na CBF, há as que fecharam acordos recentes, como a startup Kavak, mês passado, e o app Kwai, no final de 2021, e outras como Guaraná Antarctica, Vivo, Itaú e Mastercard, que patrocinam a seleção há mais de uma década. No caso da Nike, que desenvolve uniformes para a disputa das competições oficiais, além de amistosos, a parceria começou em 1995, totalizando mais de 26 anos.

“A Seleção Brasileira é um dos produtos Premium que temos no mercado. As marcas que entram possuem prioridade de renovação. As empresas possuem uma entrega institucional de grande impacto ao investir no principal produto do futebol brasileiro. Por essas razões, é difícil uma marca sair e abrir espaço para um concorrente”, explica Bernardo Pontes, especialista em marketing esportivo e sócio da BP Sports.

É comum empresas de um mesmo segmento ocuparem espaço deixado por concorrentes. Em 2019, a Fiat assinou contrato por cinco anos, assumindo posto que pertencia à Chevrolet (GM). Ainda no setor automobilístico, antes da Chevrolet, a Volkswagen investia na seleção desde 2009.

Na opinião de Fábio Wolff, da Wolff Sports, agência de marketing esportivo especializada em captação de patrocínios, os contratos são fechados por ciclo e o faturamento da entidade neste ano deve ser um dos maiores da história.

“A demonstração financeira da CBF mostra que, entre 2019 e 2021, o número de patrocinadores pulou de 12 para 19. Esse número representa um aumento no faturamento e comprova que a confederação está trabalhando a seleção junto ao mercado publicitário e obtendo grandes resultados comerciais. Normalmente, os contratos são fechados por ciclo, geralmente de quatro anos, mas à medida que a Copa do Mundo foi se aproximando, o número de patrocinadores aumentou de forma impressionante”, afirma Wolff.

Confira quais são os patrocinadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo:

Nike: desde 1995
Guaraná Antarctica: desde 2001
Vivo: desde 2005
Itaú: desde 2008
Mastercard: desde 2012
Gol: desde 2013
Cimed: desde 2016
Três corações: desde 2017
Technogym: desde 2018
STATSports: desde 2018
Semp TCL: desde 2019
Fiat: desde 2019
Pague Menos: desde 2020
Bitci: desde 2021
Free Fire: desde 2021
Kwai: desde 2021
Kin Analytics: desde 2021
GLOBUS: desde 2021
Kavak: desde 2022