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Ouro, funk, e lesões: a trajetória de Rebeca Andrade na Olimpíada

Atleta brasileira conquistou duas medalha olímpicas na ginástica artística feminina nos Jogos Olímpicos

A carreira de Rebeca Andrade tem sido marcada por lesões -- mais precisamente três cirurgias no joelho nos últimos anos -- mas na manhã deste domingo (1) a brasileira conquistou sua segunda medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio após ficar em primeiro lugar na prova de salto, com a nota de 15,083. Na quinta-feira, 29, a atleta já havia conquistado a medalha de prata ao disputar a final da prova individual geral da ginástica artística feminina.

A prova de salto não contou com a presença da norte-americana Simone Biles, candidata a seis medalhas de ouro em Tóquio, que desistiu devido a problemas de saúde mental e crise de confiança. As duas medalhas de Rebeca foram as primeiras da ginástica artística feminina do Brasil em Jogos Olímpicos.

Rebeca viajou para os Jogos de Tóquio sem a equipe feminina do Brasil, que não conseguiu se classificar após disputar quatro Jogos Olímpicos consecutivos. Não foi um caminho fácil para Rebeca, que em meados de 2019 rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho pela terceira vez em quatro anos. Essas lesões a mantiveram fora de três dos quatro campeonatos mundiais que ela competiria.

A brasileira permaneceu focada em Tóquio, conseguindo um retorno forte no início de 2020 para um evento da Copa do Mundo classificatório para a Olimpíada, mas os Jogos acabaram adiados devido à pandemia do coronavírus.

Apesar de ter que treinar por algum tempo em Portugal devido às restrições do coronavírus no Brasil, Rebeca garantiu sua passagem individual para Tóquio no mês passado com uma vitória no individual geral do Campeonato Pan-Americano de ginástica.

“Obrigada por todo trabalho duro e nada fácil, obrigada por toda energia positiva, obrigada por acreditarem em mim a todo custo”, disse ela, animada, a seus fãs no Instagram no mês passado, acompanhada de uma foto de um salto de celebração.

A ginasta, nascida em Guarulhos (SP), se dedica à ginástica desde os 10 anos, tendo passado por dificuldades financeiras na infância. Logo no começo da carreira, Rebeca já surpreendeu ao conquistar o primeiro título aos 13 anos, em sua primeira competição profissional e desbancando favoritas como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

No Rio, com 17 anos e em sua primeira Olimpíada, ocupou o 11º lugar no individual geral, entre 24 ginastas — quando se apresentou no solo com "Single Ladies", da cantora americana Beyoncé. Neste ciclo olímpico, Rebeca -- que agora tem 22 anos -- trocou o pop americano pelo funk brasileiro. Sua apresentação no solo em Tóquio, ao som de "Baile de Favela", do cantor MC João, e remix com Bach, garantiu a presença da brasileira na final do individual geral e rendeu elogios entre comentaristas e torcedores.

Em vídeo ao G1, o MC chegou a agradecer a atleta pela escolha da música. "Queria agradecer a Rebeca por ter escolhido essa música para abrilhantar ainda mais a apresentação dela, e por fazer parte de um momento tão importante da sua vida", afirmou o cantor. "Independentemente de qualquer coisa eu já acho ela uma vencedora, uma campeã, ainda mais por tudo que ela tem passado, por todas as barreiras que ela tem enfrentado e superado", completa.

Rebeca Andrade se classificou para a final do individual geral em Tóquio em segundo lugar, atrás da favorita norte-americana Simone Biles, que desistiu da competição para se concentrar em sua saúde mental.

Os homens brasileiros já conquistaram quatro medalhas olímpicas na ginástica artística, todas em aparelhos individuais, com destaque para as medalhas de ouro e prata de Arthur Zanetti nas argolas nos Jogos de 2012 e 2016, respectivamente. Ele tentará sua terceira medalha olímpica em Tóquio.

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(Com informações da Reuters)

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