O Instagram vai engolir o Facebook? Audiência já é 31% maior

Um relatório da Socialbakers mostra que o total de interações no Instagram foi quase 19 vezes maior do que no Facebook entre os meses de abril, maio e junho

Quando Mark Zuckerberg decidiu comprar o Instagram por 1 bilhão de dólares em 2012, nem mesmo ele deveria imaginar que em menos de uma década a rede social de compartilhamento de fotos disputaria a audiência do Facebook tão de perto.

Dados da consultoria Socialbakers mostram que o total de interações no Instagram foi quase 19 vezes maior do que no Facebook entre os meses de abril, maio e junho deste ano. Em termos de audiência global, o Instagram ampliou para 31,2% a vantagem que era de 28% contra o Facebook no primeiro trimestre de 2020.

No final de junho, o Instagram quase bateu seu próprio recorde de interações, e, durante o período, raramente ficou abaixo de 80%. Já no Facebook, o engajamento com postagens caiu expressivamente, passando de 100% em março para 50,8% durante os meses de abril, maio e parte de junho, quando voltou aos níveis normais.

“O Instagram está se tornando a plataforma de mídia social número 1 quando se trata de engajamento de marcas. Quando olhamos para o engajamento em um nível absoluto, o Instagram tem um alcance maior por marcas do que o Facebook”, afirma Alexandra Avelar, gerente nacional da Socialbakers no Brasil. 

Na disputa entre Instagram e Facebook, no entanto, as marcas continuam preferindo o logotipo azul, apesar das interações no Instagram terem sido 18,7 vezes maior entre abril e junho. Cerca de 70% de todas as postagens dos 50 maiores perfis de empresas do mundo ainda são feitas no Facebook. “Esse panorama mostra que o caminho seguirá positivo para o Instagram no futuro. A plataforma continua sendo altamente eficaz para promover o engajamento e alcançar grandes públicos e é cada vez mais o lugar certo para as empresas se mostrarem de maneira criativa, estimularem engajamento e aumentarem o reconhecimento da marca”, diz Alexandra.

Aqui no Brasil, a quantidade de postagens feitas tanto no Instagram quanto no Facebook é quase a mesma. Porém, ao contrário do que ocorre no mundo, a audiência das marcas ainda é maior no Facebook, mesmo que a quantidade de interações nessa mídia social seja muito menor do que no Instagram.

Mesmo tendo sido alvo de boicotes por diversas marcas e acusado de não combater discursos de ódio dentro de sua própria casa, no segundo trimestre de 2020, o Facebook superou as estimativas de Wall Street. A companhia registrou alta de 11% na receita, cerca de 18,7 bilhões de reais. A expectativa do mercado era de um crescimento de 2,5%. Com o resultado, o valor de mercado do Facebook, que lucra principalmente com as redes sociais Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, superou os 700 bilhões de dólares.

A batalha faz sentido?

Falar de uma disputa entre duas redes sociais que compartilham o mesmo dono pode parecer estranho, afinal, estando o Facebook ou o Instagram na liderança, a companhia de Mark Zuckerberg se beneficiará da mesma forma.

Além de estar roubando a audiência do Facebook, estimativas mostram que a contribuição do Instagram para a receita da companhia de Zuckerberg foi de 3,4 bilhões de dólares em 2016 para 20 bilhões de dólares no ano passado, quase 30% do total. 

Embora os mais críticos enxerguem a ascensão sem precedentes do Instagram como uma ameaça real à existência Facebook, os usuários não usam as duas redes sociais da mesma forma, o que pode fazer com que as marcas continuem preferindo fazer publicidade no Facebook, como aponta artigo de opinião da gerente nacional da socialbakers no Brasil, Alexandra Avelar, publicado no site Meio e Mensagem.

Segundo Alexandra, enquanto os usuários do Facebook estão mais dispostos a ver conteúdos mais informativos e densos, o Instagram é procurado como uma rede de conteúdos mais rápidos e dinâmicos, o que acaba gerando mais engajamento. Hoje, milhares de marcas trabalham em campanhas nas plataformas, mas o alcance das propagandas não é o único fator na decisão entre Facebook e Instagram.





 

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