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Mesmo sem Glauber, cinema continua novo

O maior expoente do Cinema Novo, Glauber Rocha, completaria nesta quarta-feira, 73 anos

Glauber Rocha foi aplaudido em Cannes com "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (Reprodução/Cinemateca brasileira)

Glauber Rocha foi aplaudido em Cannes com "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (Reprodução/Cinemateca brasileira)

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Da Redação

Publicado em 15 de março de 2012 às 10h25.

São Paulo - Não é possível imaginar, nos tempos da internet e dos filmes digitais, como Glauber Rocha conviveria com essa realidade. Estaria completando, neste dia, 14 de março, 73 anos, e seu discurso, ainda que inteligente, crítico e intenso, provavelmente estaria ultrapassado.

Mas a sua obra como cineasta será sempre uma referência do cinema nacional e internacional. Um dos maiores expoentes do Cinema Novo, que floresceu principalmente na década de 60, Glauber protagonizou a geração de diretores que adotaram as produções de baixo custo, as imagens com pouco movimento, a simplicidade dos cenários e as falas discursivas para criar uma nova identidade do cinema brasileiro.

“Uma ideia na cabeça, uma câmara na mão”, foi a frase mais célebre do cineasta. Seus três principais filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) fazem parte da história do cinema internacional.

Com o regime militar, Glauber exilou-se em 1971 na Europa e só voltou quando já estava às vésperas da morte, em agosto de 1981. Glauber talvez nunca tenha sido compreendido em toda a sua extensão de criador. Por isso mesmo, se estivesse vivo hoje, saberia lidar muito bem com esse tipo de dificuldade.

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