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Lenda da luta livre, Hulk Hogan consumiu doses de opioides 'que matariam um cavalo'

Hulk Hogan morreu em Clearwater, na Flórida, após uma chamada de emergência por parada cardíaca

HULK HOGAN: ajudado por Peter Thiel, lutador americano ganhou processo milionário contra o site Gawker / Paul Kane/Getty Images (Paul Kane/Getty Images)

HULK HOGAN: ajudado por Peter Thiel, lutador americano ganhou processo milionário contra o site Gawker / Paul Kane/Getty Images (Paul Kane/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 22 de abril de 2026 às 19h06.

Em sua última entrevista, gravada antes de sua morte, Hulk Hogan revelou detalhes sobre o uso excessivo de fentanil durante o período em que iniciou sua passagem pela Total Nonstop Action Wrestling (TNA), em 2009. O relato integra a docussérie da Netflix “Hulk Hogan: Real American”. O ícone da luta livre morreu aos 71 anos, em julho de 2025.

Na produção, Hogan afirmou que convivia com dores intensas enquanto participava do programa e que tentou controlá-las com o uso de opioides. Segundo ele, a quantidade de fentanil consumida era elevada. “Eu tomava comprimidos de 80 miligramas, dois pela manhã, colocados sob a gengiva. Usava dois adesivos de 300 miligramas nas pernas e ainda recebi seis pirulitos de fentanil de 1.500 miligramas”, relatou. Hogan afirmou ainda que um farmacêutico teria se surpreendido com a dosagem, dizendo nunca ter visto alguém consumir tanto da substância. Segundo a Rolling Stone, tal dosagem poderia 'matar um cavalo'.

À época, Hogan contou com o apoio de Eric Bischoff, ex-executivo do wrestling, que o ajudou a firmar contrato com a TNA. O lutador estava num período financeiro difícil após o divórcio de Linda Hogan, o que, segundo ele, o deixou sem recursos e o levou a aceitar o trabalho, mesmo sem estar em condições físicas ideais. Na docussérie, Bischoff confirma a situação e descreve o quadro de dependência enfrentado por Hogan.

Divórcio enfraqueceu lutador

O divórcio, motivado por relacionamentos extraconjugais, também teria enfraquecido a rede de apoio pessoal do lutador. Hogan relatou que não conseguia contato com os filhos e passou a depender de Bischoff até para tarefas básicas. O ex-executivo afirmou que precisava ir ao hotel para ajudá-lo a sair da cama e se preparar para as gravações. Hogan também relatou que as dores eram tão intensas que já não conseguia dormir em uma cama, passando a descansar em uma cadeira.

Hulk Hogan morreu em Clearwater, na Flórida, após uma chamada de emergência por parada cardíaca. A causa da morte foi apontada como infarto agudo do miocárdio. Registros médicos indicam que ele havia sido diagnosticado anteriormente com fibrilação atrial, condição caracterizada por batimentos cardíacos irregulares, e com leucemia linfocítica crônica, um tipo de câncer.

Quem foi Hulk Hogan

Hogan foi um dos principais responsáveis pela popularização da luta livre como entretenimento. O TMZ Sports destacou a sua "teatralidade" nos ringues como um dos trunfos para o impulso ao esporte.

Em 2015, ele foi temporariamente removido do Universo WWE quando viralizou um vídeo dele repetidamente usando o insulto racista “nigger” para descrever o suposto namorado de sua filha. No entanto, em 2018, tudo foi perdoado, e Hogan mais uma vez começou a fazer aparições para promover produtos e eventos.

Em janeiro, Hogan foi vaiado por um estádio cheio de fãs de luta livre na noite de estreia do Intuitive Dome em Inglewood, em Los Angeles. O ex-lutador coleciona polêmicas em torno da carreira, mas o apoio do público foi diminuindo nos últimos anos após um caso de racismo e depois de ele se engajar ativamente na campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Não ficou imediatamente claro por que a multidão se mostrou tão indignada com um homem de tamanha história no esporte — entrou no ringue pela primeira vez em 1977 e ganhou seis campeonatos da World Wrestling Entertainment (WWE), o último em 2002 — mas as últimas vezes em que apareceu nos holofotes, foi segregador a ponto de gerar muitos detratores.

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