Médico afirma que não teve responsabilidade na morte de Maradona (Carlos Barria/Reuters)
Agência Brasil
Publicado em 30 de novembro de 2020 às 21h12.
Última atualização em 30 de novembro de 2020 às 21h12.
O médico pessoal de Diego Armando Maradona, Leopoldo Luque, se apresentou nesta segunda-feira à Procuradoria de uma província em Buenos Aires. O órgão investiga a causa da morte do astro do futebol e, ontem (29) realizou operações de busca na casa e no consultório do profissional de saúde, após denúncia das filhas do ex-jogador (Dalma, Gianinna e Jana) à Procuradoria de San Isidro.
Luque se apresentou pela manhã para depor de maneira espontânea, mas não pode fazê-lo “porque não foi acusado formalmente”, explicou sua advogada, Mara Digiuni, à imprensa. “O doutor Luque não foi acusado formalmente”, afirmou.
De acordo com informações do jornal Marca, o médico também se pronunciou, afirmando que era muito difícil lidar com Maradona e reiterou que era o neurocirurgião do craque -- não seu médico de família. Ressaltou que a morte do craque era previsível, uma vez que não se cuidava.
"Em um caso como o dele, o mais provável era morrer dessa forma", disse.
Durante o contato com jornalistas, Digiuni reafirmou que há três pedidos de indivíduos prejudicados com a morte de Maradona, entre os quais as irmãs, as três filhas e um dos filhos de Maradona.
Além deles, o advogado que representa Diego Fernando, filho mais novo de Maradona, também mencionou o neurocirurgião. “Em nosso entender, a morte de Diego era evitável”, disse o advogado Mario Baudry a repórteres. “Não o atenderam como deviam”, concluiu.
Diego Maradona morreu na última quarta-feira, em decorrência de insuficiência cardíaca.