Lubs: a marca de sexual care sem gênero que quer revolucionar o mercado

Com crescimento médio mensal de 85%, a expectativa da marca é, em até cinco anos, ser a maior do segmento do país
 (Lubs/Divulgação)
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Julia StorchPublicado em 21/10/2021 às 17:13.

Mais do que quebrar tabus ao falar sobre sexo, marcas querem normalizar o prazer e dialogar com as pessoas sobre a sexualidade de forma sem gênero e inclusiva. Criada pela empresária Chiara Luzzati, a Lubs pretende ser a maior marca no segmento de sexual care em cinco anos no país. Para isso, o investimento vem sendo feito em produtos e na comunicação, com textos e discussões apresentados por especialistas.

“Sexual care é um segmento muito pouco explorado aqui no Brasil e com conhecimento muito baixo”, comenta Luzzati que, após uma temporada morando em Nova York, percebeu que o mercado de sexual care estava próspero e teria potencial de crescimento no Brasil.

“Mais do que consumidora, eu sempre gostei muito de entender a fundo os ativos usados nos produtos e o que que colocamos na nossa pele. Durante esse período em que eu morei fora, eu vi realmente que o mercado muito desenvolvido e com coisas com produtos superinteressantes e de boa qualidade”, comenta. O interesse pelo tema sexualidade a fez decidir criar sua marca, lançada em outubro do ano passado.

Com o lançamento feito durante o período de isolamento social, o número de pesquisas pelo termo “sexual care” cresceu no último ano, com o Brasil ficando em décimo lugar entre os países que mais pesquisaram o termo. No desenvolvimento da marca, Luzatti chegou ao dado de que apenas 20% da população brasileira já havia consumido algum produto de sexual care.

Atualmente, são cinco produtos da marca: uma vela aromática afrodisíaca (154 reais), uma mistura estimulante a base de cacau, maca peruana e maná cubiu (99 reais) e três lubrificantes, de jambu com aroma de blueberry (89 reais), de baunilha (74 reais) e o naked taste (59 reais). Todos os lubrificantes possuem D-pantenol na fórmula, que tem ação hidratante e cicatrizante. A ideia da marca foi trazer o termo de clean beauty, que remete ao skincare para o lado sexual. “Precisamos cuidar de toda a pele”, diz a fundadora da marca.

A fundadora da Lubs, Chiara Luzzati. (Lubs/Divulgação)

“Todas as nossas fórmulas são veganas, não testadas em animais, 100% naturais, as embalagens são ecológicas, as preocupações com sustentabilidade é um dos pontos principais da marca. Além disso, somos uma marca sem gênero. Quando falamos sobre sexualidade, não podemos voltar apenas para o público feminino. Temos que ser amplos”, afirma Luzzati.

Com crescimento médio mensal de 85%, a expectativa da marca é, em até cinco anos, ser a maior do segmento do país. “O plano é muito sério e ousado e sabemos que conseguimos fazer isso, nosso time é muito qualificado e preparado”, diz Luzzati.

Através das vendas de seu e-commerce próprio, a Lubs estima crescer em 700% em 2022, tendo em vista uma sequência de 6 lançamentos previstos para o próximo semestre, entre estes vibradores e uma vela que, quando acessa derrete a cera que pode ser usada para massagens. “Um dos lançamentos que sempre quisemos fazer, é o vibrador, que cumpre todos os pilares de sustentabilidade. Muitas vezes, no dia a dia, vemos uma opção mais barata, mas que não é sustentável”, comenta.

Para além dos produtos, a marca se propõe em ser uma plataforma de conteúdos sobre saúde sexual. Para a fundadora, grande parte do tabu relacionado ao sexo vem da falta de informações. No blog da marca, por exemplo, há textos que abordam temas como: “o que acontece com a libido e o orgasmo quando você toma antidepressivos?”, “identidade de gênero” e “a não monogamia”.

Dentre os clientes, não um perfil exato, mas mulheres que estão na menopausa, solteiras ou casadas, homens que desejam presentear suas parceiras e pessoas que já utilizavam produtos de marcas convencionais. “Nosso público é muito amplo, desde idade, gênero e orientação sexual”.

As redes sociais da empresa também servem de plataforma para debates de temas e conteúdos produzidos por especialistas. “Queremos ser um portal para o tema da sexualidade por completo e normalizar o tema”, finaliza Luzzati.