Festival do Rio 2026: veja os principais vencedores (CLAUDIO ANDRADE)
Repórter de Casual
Publicado em 12 de outubro de 2026 às 16h22.
Última atualização em 12 de outubro de 2026 às 16h23.
Rio de Janeiro (RJ)* - A 28ª edição do Festival do Rio chegou ao fim no último domingo, 11. A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins e o documentário Elza, de Eryk Rocha, foram os principais vencedores da noite.
A cerimônia de premiação foi realizada no Cine Odeon, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O evento encerrou 11 dias de programação com mais de 150 mil espectadores, cerca de 300 filmes exibidos — 101 deles nacionais — e foi marcado por manifestações políticas a favor do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), políticas públicas voltadas para a cultura e indústria audiovisual.
Neste ano, o filme mais votado pelo Voto Popular da Mostra Expectativa recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo. E o vencedor de Melhor Filme da Première Latina recebeu o Prêmio Aquisição Telecine, que garante uma janela de distribuição.
O principal destaque da Première Brasil foi A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, consagrado como o Melhor Longa-Metragem de Ficção. O filme também arrebatou as estatuetas de Melhor Fotografia (Luciana Baseggio), Melhor Som e Melhor Atriz Coadjuvante para o trio Renna Costa, Artia e Ísis Broken.
Já Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins e com distribuição da Netflix, garantiu os prêmios de Melhor Direção de Ficção e Melhor Roteiro. Foi também eleito pelo público como o Melhor Longa de Ficção no Voto Popular.
Nas categorias de atuação principal, Isabel Teixeira (Diário do Fogo) e Grace Passô (A Professora de Francês) dividiram o troféu de Melhor Atriz, e Victor di Marco levou o prêmio de Melhor Ator pelo trabalho em LONDON. Foi dele um dos discursos mais emocionantes da noite, sobre a importância da diversidade no cinema e na presença de pessoas com deficiência nas telonas.
"Para pessoas com deficiência, o único momento de realizar sonhos é quando vamos dormir. Esse filme me deu a oportunidade de sonhar enquanto eu estava acordado", ressaltou o ator. "Espero que o cinema abrigue mais pessoas com defiência em papéis diversos."
Na categoria de Melhor Longa Documentário, o júri oficial elegeu Elza, dirigido por Eryk Rocha. No voto popular, o preferido do público na categoria documental foi Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
Na mostra Novos Rumos, voltada ao fomento de novas linguagens e diretores emergentes, o troféu de Melhor Longa-Metragem ficou com Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur — que também rendeu a Pedro Leão o prêmio de Melhor Ator. A cineasta Thais Fujinaga levou a estatueta de Melhor Direção por Talismã, e Nina Prado foi reconhecida como Melhor Atriz por O Deserto de Luiza (obra que também conquistou o Voto Popular da mostra).
O Prêmio Felix, dedicado à celebração da diversidade e da cultura LGTBQIA+, concedeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro para o próprio A Margem do Rio. O título de Melhor Filme Internacional foi para a produção francesa Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid. A honraria de Personalidade do Ano (Prêmio Suzy Capó) foi entregue ao educador, escritor e crítico cultural Guilherme Terreri (Rita Von Hunty).
Nas mostras com foco em distribuição, a produção Maria Vitória, de Mário Patrocínio, foi a mais votada pelo público na Mostra Expectativa e garantiu o Prêmio Aquisição TV Globo. Já na Première Latina, o vencedor do voto popular foi o longa Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, do mexicano Bruno Santamaría Razo, contemplado com o Prêmio Aquisição Telecine.
*A repórter viajou à convite do Festival do Rio