Fernanda Ascencio: nova Chief Operating Officer (COO) do Icomm Group (Divulgação/Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 14h48.
Última atualização em 24 de agosto de 2026 às 14h58.
O Icomm Group, grupo por trás dos e-commerces de moda Shop2gether e OQVestir, anuncia a chegada de Fernanda Ascencio como nova Chief Operating Officer (COO) da companhia. Com trajetória consolidada em varejo, e-commerce e tecnologia, a executiva chega para estruturar a operação do grupo diante de um novo momento de expansão do negócio.
O Icomm Group reúne hoje mais de 530 marcas parceiras entre suas duas plataformas, que juntas somam mais de 5 milhões de visitas mensais e um portfólio superior a 50 mil SKUs, distribuídos em mais de 60 categorias.A companhia também vem intensificando investimentos em tecnologia e logística. Em um ano, foram cerca de R$ 8,7 milhões destinados à área logística e mais de R$ 43 milhões em tecnologia e inovação digital. O grupo projeta crescimento de dois dígitos em 2026.
É nesse contexto que Fernanda assume a posição. Segundo ela, o que motivou sua chegada foi a combinação entre um negócio digital já consolidado e um momento estratégico de evolução da operação. "O Shop2gether e o OQVestir construíram uma relação muito relevante com o consumidor a partir de dois ativos que considero cada vez mais importantes no varejo de moda: curadoria e serviço", afirma.
Para a executiva, o desafio à frente do Icomm é conciliar crescimento com eficiência sem abrir mão da identidade que diferencia as marcas do grupo. "O desafio é justamente conseguir escalar a eficiência sem escalar a experiência para o lugar do comum", resume.
Nos primeiros meses no cargo, a prioridade de Fernanda é mapear a jornada do cliente de ponta a ponta antes de propor mudanças estruturais. Ela explica que pretende entender onde estão os gargalos e os pontos de passagem entre áreas, para então "potencializar o que já funciona bem e criar novas oportunidades de eficiência".
A executiva também destaca as particularidades de operar um e-commerce de moda premium frente a outros segmentos do varejo. Segundo ela, além de prazo, custo e visão do cliente — variáveis presentes em qualquer operação —, o segmento de moda premium exige uma quarta dimensão: a curadoria. Para Fernanda, o objetivo é "ganhar eficiência e escala sem transformar uma experiência de moda em commodity".
Sobre o papel da tecnologia e da inteligência artificial na operação, a executiva adota uma visão pragmática. Ela afirma que o Icomm já utiliza dados para apoiar decisões relevantes, como análises de performance de venda, giro e estoque, além de oportunidades de precificação e recomendação de produtos ao longo da jornada do cliente. Ainda assim, defende que a automação deve ser aplicada com critério. "Não se trata de aplicar IA porque a tecnologia está disponível. Trata-se de entender onde ela resolve um problema real do negócio ou melhora concretamente a experiência do cliente."
Fernanda também comenta a estratégia de marketplace do grupo, que considera uma via importante para ampliar o sortimento sem comprometer a curadoria que sustenta o posicionamento das marcas. Para isso, afirma que os sellers parceiros precisam estar alinhados aos padrões de estoque, prazo, atendimento e pós-venda praticados pela companhia.
Ao refletir sobre sua trajetória, a executiva resume a lição que carrega para essa nova fase. "Crescimento sem uma operação preparada cobra a conta." Para ela, escalar um negócio não significa padronizar tudo, mas entender o que deve ganhar eficiência e o que precisa continuar sendo tratado de forma particular — especialmente em um setor como o de moda, em que, segundo Fernanda, "eficiência e emoção precisam coexistir".