Casual

Esse é o destino brasileiro que o New York Times quer que você conheça em 2026

Local é o único representante do Brasil se destacou em 24º lugar na lista dos 52 melhores destinos para viajar neste ano

Turismo no Brasil: o destino nacional que chamou a atenção do NYT (Jmarciocruz/Wikimedia Commons)

Turismo no Brasil: o destino nacional que chamou a atenção do NYT (Jmarciocruz/Wikimedia Commons)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 17h08.

Tudo sobreAgências de turismo
Saiba mais

Todos os anos, o New York Times escolhe destinos turísticos imperdíveis para conhecer em todo o mundo. Em 2026, entre as paisagens belíssimas da Islândia, os templos históricos de Bangcoc e as ilhas do Caribe, um destino brasileiro se destaca. E não, não é o Rio de Janeiro.

Na lista anual do veículo, que aponta os 52 lugares para explorar neste ano, o representante brasileiro é o Instituto Inhotim — localizado Minas Gerais, na cidade de Brumadinho. Na 24ª posição do ranking, chama a atenção internacional não só pela magnitude do acervo de arte contemporânea, mas também pela integração rara entre natureza, arquitetura e cultura brasileira.

Ainda que o local não seja dos mais famosos entre os principais destinos turísticos do Brasil, escolha do NYT não é uma mera "descoberta" em 2026. O museu celebra 20 anos de abertura ao público neste ano, e se prepara para uma temporada especial com foco na identidade afro-amazônica. A lista de atrações inclui obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e 22 artistas indígenas sul-americanos, ampliando a diversidade do acervo.

Inhotim

Inhotim (Paulo Fridman / Colaborador/Getty Images)

Arte entre montanhas

Fundado em 2002 por Bernardo Paz, o Inhotim nasceu da transformação de uma coleção particular em um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Recebeu esse nome, segundo os moradores de Brumadinho, porque pertencia a uma empresa mineradora que, no século XIX, pertencia ao inglês Timothy. De Senhor Tim, a linguagem local chegou a "Nhô Tim".

Desde então, o local tornou-se um dos pontos de maior prestígio artístico do país, com obras de artistas como Hélio Oiticica, Yayoi Kusama, Tunga e Paulo Nazareth.

Foram cerca de 560 mil visitantes em 2023 — um crescimento de 43% em relação ao ano anterior —, movimento que fortaleceu o papel do museu como centro cultural e ecológico. O espaço hoje é mantido a partir de um convênio com a mineradora Vale, que garantiu um investimento de R$ 400 milhões para os próximos dez anos.

Para quem vai seguir a dica do NYT, é importante saber que um único dia não é suficiente para ver tudo. São mais de 500 obras distribuídas em 24 galerias imersas em um jardim botânico com espécies raras e paisagismo monumental — obras de arte naturais por si próprias. E não é só a arte que impressiona: o espaço ocupa 786 hectares, dos quais 440 são área de preservação ambiental.

No jardim botânico vivem mais de 4.300 espécies cultivadas, incluindo a rara flor-cadáver — considerada a maior do mundo.

Trabalho de Adriana Varejão em Inhotim. (Nelson Almeida/AFP)

Nos arredores de Inhotim

A cerca de 60 km de Belo Horizonte, Inhotim também coloca os holofotes sobre o entorno: Belo Horizonte foi lembrada pelo NYT como “a capital dos bares” do Brasil. Para quem deseja prolongar o roteiro, as dicas são o Parque Nacional da Serra do Cipó e as igrejas barrocas espalhadas pelas cidades históricas de Minas.

Acompanhe tudo sobre:TurismoMinas GeraisBelo Horizonte

Mais de Casual

Catherine O’Hara, atriz de Hollywood, morre aos 71 anos

Os 6 melhores filmes e séries para maratonar no fim de semana

Rosewood São Paulo lança 'Muvuca', vinho tinto próprio

O mercado de relógios cai por mais um ano. Mas marcas premium seguem em alta