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Dony De Nuccio assume TV Connect USA e leva rede nacional a 12 milhões de pessoas

Em exclusiva à Casual EXAME, jornalista detalha a compra da fatia majoritária da única emissora brasileira em português em operação nos EUA e o plano de criar a "Telemundo do Brasil"

TV Conectada nos EUA: Dony expande projeto para novos estados (Divulgação)

TV Conectada nos EUA: Dony expande projeto para novos estados (Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 29 de maio de 2026 às 10h03.

Última atualização em 29 de maio de 2026 às 10h07.

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A TV Connect USA, emissora de televisão aberta em língua portuguesa voltada para a comunidade brasileira nos Estados Unidos, iniciou uma nova fase de expansão com a chegada do seu sinal às praças de Boston (Massachusetts), Danbury (Connecticut) e San Diego (Califórnia).

O movimento marca a ampliação da presença geográfica da empresa, fundada em Orlando, de um para quatro estados americanos, agora com operações na Flórida e na Costa Oeste.

"Fomos além da barreira geográfica. Estamos construindo a infraestrutura de uma rede nacional de mídia em português nos Estados Unidos", afirma Dony De Nuccio, jornalista e sócio majoritário da emissora em entrevista à Casual EXAME. "O mercado hispânico de mídia é muito desenvolvido no país, com grandes grupos consolidados como a Telemundo. O público brasileiro não tinha isso e contava apenas com iniciativas locais isoladas. Estamos estruturando essa presença."

Com as novas cidades, o alcance do sinal digital de TV aberta da companhia passa de 5,1 milhões para mais de 12 milhões de pessoas.

Estratégia multiplataforma e presença local

A reestruturação ocorre após De Nuccio assumir o controle majoritário da operação. O jornalista havia entrado como sócio da empresa há seis meses e, há três meses, adquiriu a participação do então CEO da companhia.

Desde que assumiu o cargo, a TV dobrou o investimento mensal na empresa, com foco em crescimento, expansão geográfica, tecnologia, programação, produção de conteúdo e estrutura comercial. A chegada a Boston, Danbury e San Diego é o primeiro resultado público do trabalho da equipe.

A TV Connect USA opera como uma empresa de capital 100% privado e distribui a programação a partir da sede em Orlando. A grade atual conta com jornalismo, entretenimento e esportes produzidos em solo americano por equipes brasileiras.

É também a única emissora em português afiliada à rede CNN Newsource no país. No ambiente digital, a empresa distribui conteúdo por meio de aplicativo próprio, streaming e redes sociais. No Instagram, registrou um crescimento de audiência orgânica de 1 milhão para 16 milhões de visualizações mensais nos últimos três meses.

"A TV aberta funciona como a espinha dorsal do grupo porque nos dá presença local, legitimidade institucional e escala", explica o jornalista. "Onde houver brasileiros, haverá espaço para expansão. Mas a nossa visão é construir uma media tech, combinando o sinal aberto com aplicativo, streaming, redes sociais, dados e eventos, servindo como plataforma para empresas que queiram se internacionalizar ou falar com essa comunidade."

Embora a distribuição digital seja forte, a transmissão em TV aberta é considerada o pilar central do negócio. O modelo garante alcance local gratuito e atrai anunciantes regionais em praças estratégicas, como Boston e Danbury, escolhidas justamente por concentrarem as maiores populações de imigrantes brasileiros no país.

Próximos passos e mercado

A programação da emissora segue unificada nesta primeira etapa, mas o plano de negócios prevê a intensificação da cobertura jornalística local nas novas praças e, no longo prazo, a abertura de escritórios e equipes comerciais dedicadas em cada região. Para as próximas 12 semanas, a companhia planeja anunciar novos nomes de elenco e atrações para a grade.

Para De Nuccio, o investimento representa o maior desafio de sua trajetória empresarial na comunicação, que já inclui a fundação de produtoras de vídeo e agências corporativas no Brasil após sua saída das bancadas de telejornais.

"Em uma era de fragmentação de atenção, quem consegue unir credibilidade editorial, distribuição e relacionamento direto com a comunidade tem uma vantagem enorme. Empreender em outro país e gerenciar uma infraestrutura de radiodifusão é um desafio complexo, mas reflete o tamanho e o poder de consumo que a comunidade brasileira alcançou nos Estados Unidos hoje", conclui.

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