Do Skincare ao TikTok. Saiba quais tendências transformaram 2020

Estudo exclusivo da dentsumcgarrybowen à Casual EXAME revela quais tendências foram aceleradas e novos hábitos incorporados em 2020

"Durante o isolamento social, as pessoas foram forçadas a se adaptar. Sair de casa não é como antes. Ficar em casa também não”. É o que revela a pesquisa da agência de propaganda dentsumcgarrybowen, em balanço sobre as inovações e tendências de 2020. A pandemia acelerou muitos hábitos, como a preocupação com a saúde e o bem-estar, o consumo de produtos online, entre eles o streaming, as redes sociais e os realities shows.

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Muitas mudanças foram feitas aos que puderam ficar em casa durante o ano. Segundo a agência, a hashtag #FicaEmCasa foi a segunda mais usada no Brasil em 2020. Assim, trabalhos que antes eram presenciais viraram remotos, restaurantes passaram para a cozinha de casa (para os que se arriscam entre as panelas), pedidos de comida e supermercados por delivery, compras feitas por e-commerce e aulas de escolas e faculdades passaram para as telas. O uso de eletrônicos ficou ainda mais presente no cotidiano, fazendo com que espaço privado perdesse lugar para diversos ambientes. 

Passar álcool em gel a cada vez que tocar algo fora de casa, e comprar online, são hábitos que permanecerão no pós pandemia. Segundo o Global Web Index, as plataformas de e-commerce cresceram 5 anos em um, em 2020. Além disso, 49% dos consumidores irão continuar comprando online, mesmo após o fim da pandemia. 

Bem-estar para que te quero

Com o fechamento de academias, salões de beleza e vários outros locais, como bem sabemos, as atividades em casa precisaram suprir as demandas de prazer que a rua pode proporcionar. Foi um período para olhar para dentro e perceber como o bem-estar é fundamental. Um temas mais procurados sobre bem-estar, foi o interesse em cuidados com a pele, o popularizado termo "skincare". “O consumo de produtos de skincare, que já estava subindo, vem em uma crescente no Brasil e no mundo.”, revela a pesquisa. 

A pesquisa por “skincare” teve 100% de aumento em julho deste ano no Google. E “kit skincare”, “como fazer skincare” e “skincare barato” foram as top três perguntas relacionadas ao termo de cuidados com a pele. Ao mesmo tempo em que a pesquisa aumentou, e consumidores adotaram a rotina cuidados, “as marcas são forçadas a se adequar a um cenário em que passamos a maior parte do tempo em casa, comprando menos e melhor”. É o exemplo da gigante sueca Foreo, que produz escovas faciais eletrônicas, e que ganhou o pódio no fim do ano passado como a marca de skincare mais vendida no segmento de luxo, como relatado em Exame.

Luna 3, da Foreo A sueca Foreo, é uma das empresas de beleza que mais cresce no mundo.Ainda falando sobre marcas, estas também precisaram se adaptar aos propósitos de representatividade. O padrão de beleza eurocêntrico, que faz pouco jus aos brasileiros, começou seu declínio. A agência Box1824, afirma que “a cultura negra é o maior centro de

A sueca Foreo, é uma das empresas de beleza que mais cresce no mundo.Ainda falando sobre marcas, estas também precisaram se adaptar aos propósitos de representatividade. O padrão de beleza eurocêntrico, que faz pouco jus aos brasileiros, começou seu declínio. A agência Box1824, afirma que “a cultura negra é o maior centro de  (Foreo/Reprodução)

As novas gerações pedem por posicionamentos das marcas quanto aos padrões estéticos, que são irreais à sociedade, e por conscientização ambiental. “Exemplo disso é a Sallve, que fez sua estreia em 2019 com a proposta de estreitar a relação entre empresa e consumidores”, continua Eduardo. A marca de produtos para a pele, que aposta em suas campanhas através do Instagram, com influenciadores fora dos padrões de beleza, cresceu 4x em 2020. Para a cofundadora da marca e influenciadora de beleza na internet, Julia Petit. “As pessoas sentem que não são ouvidas e que as empresas não estão cientes das diferenças culturais em cada estado no Brasil”, disse à Exame Negócios

A influenciadora Julia Petir Julia Petit:. engajamento e entrega qualificada

Julia Petit:. engajamento e entrega qualificada (Jonne Roriz/Divulgação)

Na televisão, no computador e no celular. Como os programas de TV conviveram conosco em 2020?

Adiamento de filmes para o cinema, e estreias no streaming marcaram o ano. Um ponto interessante que a dentsumcgarrybowen assinala, foi o lançamento da Disney+. Com uma perda de mais de 1 bilhão de dólares, com o fechamento de seus parques de diversão, a plataforma de streaming do Mickey Mouse conquistou 74 milhões de assinantes. "Número que só era esperado em 2023". Filmes como Mulan, e Um Crime Para Dois (Netflix), que teriam sua estreia nas telonas, foram trocados para o streaming. 

Qualidade também foi um critério posto à prova em 2020. Produções como “O Gambito da Rainha”, alcançou 62 milhões de visualizações em seus primeiros 28 dias. A agência também elencou as séries mais impactantes do ano. São elas: I May Destroy You (HBO), Little Fires Everywhere (HBO), The Midnight Gospel (Netflix), The Stranger (Netflix), The Undoing (HBO), Tiger King (Netflix), Unsolved Mysteries (Netflix), Unorthodox (Netflix), We Are Who We Are (HBO).

E quem pensa que falar de Big Brother Brasil é ultrapassado, não é isso que os dados demonstram. “A edição de 2020 bateu recorde de votos e audiência, e alçou Manu Gavassi à fama”, apresenta a agência. Desde a família Kardashian, nos Estados Unidos, aos realities de competição de moda, música e gastronomia, reinam nas televisões. Uma explicação para isso é que o “reality show nada mais é do que um voyeur às avessas. Você acha que está vendo os outros, mas na verdade está vendo a si mesmo. E é isto que faz esses programas terem tanto sucesso: a autoidentificação”, conta Filipe Cuvero, VP de Criação da dentsumcgarrybowen.

Manu Gavassi Loira Manu Gavassi: cantora ficou loira para campanha de marca de cosméticos e faturou alto

Manu Gavassi: cantora ficou loira para campanha de marca de cosméticos e faturou alto (L'Oreal/Divulgação)

A febre TikTok

Se o Covid-19 foi o vírus que pegou o mundo em 2020, o TikTok foi a febre. A agência revela que a rede social foi o segundo aplicativo mais baixado do mundo no ano passado, ficando atrás do WhatsApp. Mas, o jogo virou em janeiro deste ano: o app assumiu o primeiro lugar, posição que manteve em dezembro. No Brasil, o acesso durante a quarentena aumentou 35% entre os adolescentes e jovens adultos e 24% entre adultos, segundo o Kantar Ibope. E vídeos de humor são os preferidos dos brasileiros, além de esportes, música, beleza e culinária.

Na disputa com o Instagram, o aplicativo chinês quase foi bloqueado nos Estados Unidos. Ainda assim, o TikTok fez seu nicho através da autenticidade e da criatividade das pessoas. É o caso da tiktoker Lorrane Silva (ou Pequena Lo como é conhecida nas redes), que engaja mais de 3 milhões de seguidores na rede social, que com suas esquetes curtas de comédia, traz atenção às pessoas com deficiência. 

Outro exemplo que viralizou, foi o vídeo de Nathan Apodaca andando de skate ao pôr-do-sol, em um momento de total descontração. Para entender o por que do sucesso do vídeo, Tallita Alves, Diretora de Estratégia da dentsumcgarrybowen explica. “O vídeo revelou um atributo muito curioso do TikTok. A quebra do ‘Isso é da minha época’”. O sucesso foi tanto que a trilha sonora do Fleetwood Mac, de 1977, voltou ao top 10 da Billboard. A música “saiu da lista de ouvintes ocasionais, extrapolou a fanbase e caiu na vida de pessoas que não conheciam a banda”, finaliza.

Adeus ano velho

O relatório encerra com uma expectativa. Que os aprendizados de 2020 se mantenham no ano novo que se aproxima. O ano de “2020 vai ser lembrado como aquele que nos pôs em contato com as mudanças que precisamos fazer”, finaliza Priscilla Ceruti, Head de Estratégia da dentsumcgarrybowen.

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