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Design e arquitetura: estudo mostra as principais tendências do setor em 2026

Grupo Portobello anuncia as macrotendências da área, que passam por sensações urgentes, coexistência com a natureza e a valorização do humano

Arquitetura e design: as tendências de 2026 (Grupo Portobello)

Arquitetura e design: as tendências de 2026 (Grupo Portobello)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 07h02.

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O design e a arquitetura entraram em uma fase de correção de rota em 2026. Após anos de uma estética minimalista e muitas vezes impessoal, o setor agora se volta para o que o mercado chama de "retorno ao código humano".

É o que mostra o novo estudo de tendências realizado pelo Grupo Portobello, enviado com exclusividade à Casual EXAME. Os movimentos que devem pautar as pranchetas dos arquitetos e designers este ano estão em três macrotendências: HMN Code, Amplify (ing) e Co:exist.

Na prática, elas representam o resgate da autoria humana, a busca por experiências sensoriais intensas e a coexistência harmônica com o planeta. A IA deixa de ser uma ameaça para se tornar uma aliada criativa, enquanto o trabalho artesanal e o pensamento intelectual emergem como os verdadeiros diferenciais competitivos e de valor agregado no mercado de alto padrão.

Desenvolvido a partir de uma abordagem multidisciplinar, o material contou com a participação das equipes criativas de todas as unidades do Grupo – Portobello Shop, Ceramica Portobello, Pointer e Portobello America – e integra os resultados do Ciclo de Inovação do Portobello Grupo, programa de inovação aberta que combina desk research, viagens de pesquisa, clínicas de produto e colaborações com profissionais e referências do mercado.

Veja abaixo as principais tendências do setor para 2026:

Amplify (ing) – A urgência do sentir

Grupo Portobello

Amplify (ing) – A urgência do sentir (Grupo Portobello)

Como resposta direta ao excesso de informação digital e ao minimalismo rígido que dominou os últimos anos, o design de 2026 abraça a "urgência do sentir". É o que especialistas chamam de Amplify(ing): o retorno de formas expressivas, cores vibrantes e um maximalismo lúdico que busca reacender conexões afetivas com os espaços.

O design passa a atuar como um provocador de memórias. Ambientes que antes eram meramente funcionais agora são projetados para despertar estímulos sensoriais profundos, utilizando texturas fluidas e geometrias que fogem do óbvio.

Essa busca por autenticidade reflete um novo comportamento de consumo, onde o bem-estar está ligado à capacidade do ambiente de gerar impacto emocional.

Co:exist – De sustentar a coexistir

Grupo Portobello

Co:exist – De sustentar a coexistir (Grupo Portobello)

A sustentabilidade, termo muitas vezes desgastado, ganha um novo fôlego através do conceito de coexistência. Em vez de apenas tentar "preservar" o entorno, a arquitetura de 2026 propõe uma relação horizontal entre as construções e a natureza.

A tendência Co:exist valoriza o silêncio, a inteligência natural e a integração total com a paisagem.

Na prática, isso se traduz em soluções para áreas externas e internas que utilizam materiais de alta performance, mas com estética atemporal, capazes de dialogar com o bioma local. É a arquitetura que não tenta dominar o espaço, mas se tornar parte dele, priorizando o equilíbrio sustentável e a resiliência climática.

HMN Code – A valorização da autoria

Grupo Portobello

HMN Code – A valorização da autoria (Grupo Portobello)

Em um contexto em que a estética se torna cada vez mais replicável, o HMN Code propõe a retomada do código humano como ativo central do design.

Intelectualidade, pensamento autoral e trabalho artesanal emergem como diferenciais competitivos, enquanto a inteligência artificial assume o papel de aliada criativa, ampliando o alcance das ideias e catalisando a inovação.

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