Audi Q6 e-tron: SUV comporta arquitetura de 800 Volts, o que lhe garante autonomia de 411 quilômetros (Audi/Divulgação)
Colunista
Publicado em 5 de setembro de 2026 às 13h07.
Desde a reabertura das importações, em maio de 1990, os SUVs têm dominado o horizonte aspiracional de grande parte dos motoristas. Bússola desse universo, os médios de luxo começam a redefinir os parâmetros de tecnologia, construção, espaço, dinâmica e estilo do segmento. Em outras palavras, nada será como antes depois de Audi Q6 e-tron, BMW iX3 e Volvo EX60.
Tudo começou com o Q6 e-tron, de R$ 695.990. Construído sobre a Plataforma Elétrica Premium (PPE, na sigla em inglês), o SUV comporta arquitetura de 800 Volts, o que lhe garante autonomia de 411 quilômetros. Equipado com um motor em cada eixo e uma bateria de íon-lítio de 100 kWh, o Q6 e-tron tem 387 cv e 54,5 kgfm de torque. É o bastante para levá-lo aos 100 km/h em 5,9 segundos, de acordo com a Audi.
Como seus concorrentes, o Q6 e-tron é grande: 4,77 metros de comprimento, 2,19 m de largura, 1,68 m de altura e 2,89 m de entre-eixos. No porta-malas vão 526 litros, fora os 64 l do compartimento dianteiro (por ora apelidado de “frunk”).
O interior do Q6 e-tron – como também ocorre em seus rivais – é envolvente, espaçoso e tecnológico. O display panorâmico contempla o painel (chamado de “virtual cockpit”) de 11,9 polegadas e a central multimídia de 14,5 polegadas. Outra tela, de 10,9 polegadas, está disponível apenas para o passageiro.
Outro toque futurístico são as luzes ambientes interativas, que sinalizam de modos distintos as boas-vindas ou a indicação de portas trancadas ou destrancadas.
“Estamos abrindo uma nova página em nossa história de eletrificação. O inédito Q6 e-tron é o nosso porta-bandeira de uma fila de modelos que serão apresentados nos próximos anos e que colocam as tecnologias elétricas em outro patamar em termos de construção, desempenho, ergonomia, design e capacidade da bateria”, disse o presidente da Audi à época do lançamento do Q6 e-tron, Daniel Rojas.
A BMW acaba de atingir a marca de 2 milhões de elétricos vendidos desde o primeiro i3 entregue, em 2013.
"Na Europa, a trajetória positiva tem se mantido desde o lançamento do iX3 no mercado, e em breve alcançaremos a marca de 100 mil encomendas. Isso demonstra a enorme importância da Neue Klasse para a expansão contínua da eletromobilidade no BMW Group", afirma Jochen Goller, membro do Conselho de Administração da BMW AG responsável por clientes, marcas e vendas.
BMW iX3: sistema de navegação evoluído (BMW/Divulgação)
O executivo se refere ao SUV que inaugura a era Neue Klasse no Brasil por R$ 582.950. A “Nova Classe” é a última geração de produtos da BMW, que aponta o rumo da marca em design, tecnologia, digitalização e eletrificação.
Além das dimensões imponentes, o iX3 ficará marcado pela estética frontal, clara herança da linha Neue Klasse dos anos 1960. Lanternas horizontais se debruçam sobre a tampa do porta-malas até quase se tocarem.
Mas é na cabine que o iX3 50 xDrive declara ter vindo do futuro. O BMW Panoramic Vision, por exemplo, é um visor que parece estar saindo de dentro do capô direto para a base do para-brisa, de uma coluna à outra. Dados essenciais de condução, como velocidade e autonomia, ficam posicionados diretamente no campo de visão do motorista, enquanto as áreas central e do passageiro podem ser personalizadas.
Outra beleza é o BMW Operating System X. Além de oferecer um sistema de navegação evoluído (que passa a calcular as rotas levando em consideração os pontos de recarga), exibe de modo mais direto os inúmeros menus de configuração que os carros modernos dispõem.
Com 4,78 metros de comprimento, um entre-eixos de 2,90 m e 520 litros de porta-malas, o iX3 é ótimo em espaço interno. Sob o capô, um compartimento adicional oferece outros 58 litros para bagagens menores.
Instalados um em cada eixo, os dois motores elétricos despejam 469 cavalos e 66 kgfm de torque nas quatro rodas. Dados oficiais indicam 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. A autonomia de 570 km (ciclo PBEV) da bateria de 108,7 kWh é outro destaque.
Volvo EX60 (Volvo/Divulgação)
O próximo a se juntar ao time é o Volvo EX60. Equipado com uma bateria de 800V, o modelo alcança impressionantes 660 quilômetros de autonomia e 72,4 kgfm de torque na versão P10, que tem lançamento confirmado para o Brasil ainda em 2026 – custando entre 20% e 30% a mais do que sua contraparte híbrida, o XC60, de R$ 459.950.
É o primeiro Volvo nascido da terceira geração da plataforma SPA, a Scalable Platform Architecture 3. Isso significa ser um carro definido por software, o que consiste em um único computador controlando todo o carro, desde pensar, processar e agir. A promessa é melhorar ao longo da vida com atualizações “over-the-air”.
Outro truque do EX60 é o Safe Space, que analisa dados dos sensores internos e externos do veículo — incluindo velocidade e direção da colisão, tamanho do ocupante, formato do corpo e posição do assento — para aplicar a força mais adequada na retenção do cinto de segurança.
No interior, chamam atenção o acabamento Nórdico, uma alternativa ao couro feita de 30% de lã e 70% de poliéster reciclado; o volante ovalado em par com o painel de instrumentos de 11,4 polegadas e a central multimídia mais intuitiva do grupo, exibida numa tela de 15 polegadas ligeiramente convexa.
Tudo isso fora o espaço interno: com 4,80 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 1,63 m de altura, o EX60 oferece 2,97 m de entre-eixos e 634 litros no porta-malas.