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Casos de doping assustam o UFC, que aumentará fiscalização

O resultado positivo de dois dos principais lutadores da empresa evidencia que a modalidade caminha para uma fiscalização mais rigorosa

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	Anderson Silva: situação começa a se tornar preocupante à medida que atletas famosos dão positivo nos testes
 (Steve Marcus/Getty Images)

Anderson Silva: situação começa a se tornar preocupante à medida que atletas famosos dão positivo nos testes (Steve Marcus/Getty Images)

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Paulo Favero

Publicado em 12 de fevereiro de 2015 às, 14h37.

São Paulo - O UFC está tendo de lidar com casos de doping que estão manchando a aura que o MMA conquistou no Brasil após as grandes conquistas de lutadores como Anderson Silva, Vitor Belfort, Junior Cigano, Lyoto Machida, Mauricio Shogun, José Aldo, Renan Barão, Minotauro e outros.

O resultado positivo de dois dos principais lutadores da empresa evidencia que a modalidade caminha para uma fiscalização mais rigorosa.

Além de Anderson Silva, que foi pego no doping em dois de três exames feitos antes e depois da luta contra Nick Diaz, pelo UFC 183, outro grande nome também foi flagrado no exame: o campeão dos meio-pesados Jon Jones, por uso de cocaína.

Nesta semana, outro lutador que caiu foi Hector Lombard, número 5 no ranking dos meio-médios, que teve resultado positivo para uso de esteroide.

Quem também deve ser punido é Nick Diaz, que foi flagrado por uso de maconha após a luta contra o Spider.

A situação começa a se tornar preocupante à medida que atletas famosos dão positivo nos testes.

Tanto que a lutadora Ronda Rousey, em entrevista ao site Yahoo!, mostrou apreensão com os casos recentes.

"As pessoas precisam perceber que isso é uma arma, elas estão levando uma arma ao octógono e fazendo do nosso esporte uma coisa insegura. O dia que uma pessoa morrer no octógono, e a pessoa que matou apresentar substâncias que melhoram a performance no organismo, veremos o primeiro caso de homicídio. Vai destruir o esporte todo. É preciso um controle rigoroso de testes antidoping, como tem nas Olimpíadas, ou até mais rigorosos", disse.

Para Rafael Favetti, presidente da Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA), a versão nacional da Comissão Atlética do Estado de Nevada, o episódio do doping de Anderson Silva ajuda a fortalecer e dar credibilidade para a modalidade.

"Eu vejo isso com outros olhos. Ao contrário do que todos dizem, que é um baque para o esporte, vemos como amadurecimento do MMA, pois o maior ídolo foi pego em primeira prova e é chamado para se defender", explica.

O UFC está atento a esse problema crescente e até convocou um evento para o dia 18, em Las Vegas, para anunciar novas medidas para o combate ao doping.

A informação foi dada no programa UFC Tonight. É possível que a entidade faça parcerias com agências internacionais de combate ao doping, para poder fiscalizar com mais rigor o uso de substâncias proibidas pelos lutadores.

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