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3 projetos que mostram o futuro dos museus

Conheça os projetos que propõe uma nova percepção das pessoas em relação à cidade e ao conteúdo em exposição

São Paulo - Dia 18 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia dos Museus. Além de propiciar acesso à <a href="https://exame.com/noticias-sobre/arte" target="_blank"><strong>arte</strong></a>, cultura e educação, os museus passam pelo desafio de acompanhar as novas ideias e comportamentos da sociedade. Como se afinar a um público cada vez mais conectado e tecnológico e, ao mesmo tempo, provocar diferentes percepções sobre o que está exposto?</p>

Este foi o tema de um interessante bate-papo realizado ontem no Museu do Futebol, em São Paulo, entre o filósofo Rogério da Costa e o curador do museu Leonel Kaz. Citando o antropólogo e escritor brasileiro Darcy Ribeiro, que criou o termo "ninguendade" para designar a falta de identidade dos primeiros nascidos no Brasil, Kaz falou sobre o significa uma visita a um museu. "Ir a museu hoje é entrar em uma grande cidade. O sujeito deixa de ter a ninguendade dele e vê conceitos que pode se apropriar", disse.

O desafio, então, é não se limitar a ser apenas um lugar de arquivo e memória, e sim um ponto de encontro e interação. "Nossa função educacional é reverter a visão óbvia de tudo. Esse é o nosso papel nas novas cidades", afirmou Kaz.

"O grande desafio das cidades é como estabelecer relações com as pessoas", disse Rogério da Costa. "A nossa vida se fundamenta na possibilidade de estabelecer relações que produzem em nós afeto e imagem". Para o filósofo, as cidades, por serem consideradas um organismo de inteligência, podem refletir sobre sua condição e entender que tipos de encontros e interações permitem nas suas dinâmicas de infraestrutura, transporte, trabalho, lazer, cultura e etc.


Durante a conversa, foram citados três museus de planejamentos que procuram melhorar a relação das pessoas com a cidade e o conteúdo apresentado:

Museu do Amanhã, Rio de Janeiro

O projeto de um prédio futurista que usa recursos naturais como a energia captada do Sol e a água da Baía de Guanabara deverá ficar pronto daqui a 2 anos e meio. O museu deverá criar uma atmosfera sobre as possibilidades do futuro. "É um projeto do homem como invenção de si mesmo, que tem que imaginar a si mesmo no futuro. Não é apenas um museu de ciência ou de futuro, mas de possibilidades", disse Kas.

Mueseu da Imgagem e do Som, Rio de Janeiro

No interior deste museu - que ainda não está pronto - os espaços dialogam uns com os outros. Do lado de fora, na fachada, rampas que usam o mesmo mosaico do calçadão da Praia de Copacabana permitem o acesso de qualquer pessoa até o último andar do museu de onde é possível apreciar a mesma vista das coberturas da Av Atlântica.

Maxxi - Museu da Arte do Séc XXI, Roma

Projeto da arquiteta israelense Zaha Hadid, este museu tem entrada em um ambiente estreito que dá acesso a uma sala de pé direito alto e com uma enorme janela com vista para a cidade de Roma, na Itália, como se ela invadisse o próprio museu.

"Há uma modificação das percepções. Não é apenas entrar nos museus e ter os quadros nas paredes, mas entrar em uma outra cenografia", concluiu Kaz.

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