Carreira

O erro mais comum na hora de escolher uma faculdade de Administração (e como não cair nele)

De quem dá aula ao desenho do processo seletivo, os critérios que separam um diploma comum de uma formação conectada ao mercado

O curso de administração continua sendo um dos mais estratégicos para quem busca carreiras diversas, estáveis e com alto potencial de crescimento (Getty Images).

O curso de administração continua sendo um dos mais estratégicos para quem busca carreiras diversas, estáveis e com alto potencial de crescimento (Getty Images).

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 13 de julho de 2026 às 16h27.

Escolher onde estudar Administração costuma começar pelo mesmo atalho: consultar a nota da instituição no Ministério da Educação. O indicador é um filtro necessário, mas insuficiente.

Ele mostra se o curso cumpre requisitos formais de qualidade, não se a formação vai abrir portas no mercado de trabalho. Para responder a essa segunda pergunta, a mais decisiva, é preciso olhar pelo menos cinco outros critérios antes de assinar a matrícula.

Quem dá aula, e o que essa pessoa fez fora da sala

O currículo do professor importa tanto quanto o currículo do curso. A diferença entre um docente exclusivamente acadêmico e um professor que também vive o mercado aparece na qualidade dos exemplos, dos casos discutidos em aula e das conexões que ele traz para a turma.

Um teste simples antes de decidir: pesquisar o perfil dos professores no LinkedIn. Vale observar se eles já atuaram em empresas, treinaram executivos ou participaram de conselhos, e se a escola atrai docentes internacionais para a sala de aula, um sinal de que o curso se mede por padrões globais, não só locais.

O currículo conversa com o mercado de hoje?

Grades curriculares envelhecem rápido. Duas perguntas ajudam a separar cursos atualizados de grades requentadas: a inteligência artificial aparece como disciplina isolada ou como competência integrada a todas as matérias? E habilidades como comunicação, negociação e gestão de conflitos têm espaço formal na formação, ou ficam por conta do acaso?

Algumas escolas já estruturam o curso em torno dessas competências. Na graduação em Administração da Saint Paul, por exemplo, a IA aplicada aos negócios soma mais de 300 horas em laboratórios e projetos práticos, e os alunos estudam a cada semestre um case real de empresas brasileiras. Ao comparar instituições, esse tipo de carga prática costuma dizer mais do que o nome das disciplinas.

O formato da rotina cabe nos seus planos?

Curso integral, matutino ou noturno não é detalhe logístico. O formato define quanto tempo sobra para estágio, projetos próprios e vida fora da faculdade, e deve ser avaliado em conjunto com o momento do curso: imersão total faz sentido no início, mas os últimos anos pedem agenda livre para a experiência profissional.

Modelos híbridos têm ganhado espaço justamente por isso, com os primeiros anos em período integral e os últimos concentrados em um só turno, liberando espaço para estágios e projetos empreendedores.

O processo seletivo revela o que a escola valoriza

A forma de entrar diz muito sobre o que vem depois. Uma seleção baseada em prova única mede o desempenho de um dia. Processos inspirados no admission de universidades internacionais, com análise de histórico escolar, atividades extracurriculares, dinâmicas presenciais e entrevistas, avaliam trajetória e tendem a formar turmas selecionadas por potencial, não só por nota.

Nenhum modelo é garantia de qualidade por si só, mas o desenho da seleção indica o perfil de colega que o aluno vai encontrar nos quatro anos seguintes. E os colegas de turma são parte relevante do que uma faculdade entrega.

Quem está por trás da instituição

Uma boa faculdade de Administração é porta de entrada para um ecossistema, não só para uma sala de aula. Antes de escolher, vale mapear quem mantém a instituição e com quais empresas, veículos e setores ela se conecta, porque são essas pontes que se traduzem em estágios, mentorias e networking ao longo do curso.

Grupos educacionais ligados a empresas de mídia e ao mercado financeiro, por exemplo, tendem a aproximar os alunos de executivos e de casos reais de negócios. "Nossa proposta é sanar essa lacuna, preparando nossos alunos para a vida real", diz Adriano Mussa, reitor da graduação da Saint Paul, escola que integra o ecossistema da EXAME, sobre a distância entre o ensino acadêmico tradicional e o que as empresas exigem.

No fim, a nota do MEC responde se uma faculdade é boa no papel. Os outros critérios respondem à pergunta que realmente importa: se ela será boa para a sua carreira.

Quer conhecer um exemplo de formação desenhada com esses critérios? Saiba mais sobre a graduação em Administração da Escola de Negócios Saint Paul.

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