Carreira

Liderar é equilibrar: como alinhar autenticidade e adaptação sem perder a performance

Ser fiel a si mesmo ou atender às expectativas dos outros? A liderança de alta performance exige equilíbrio

 (Foto/Getty Images)

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Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 10h06.

Liderar nunca foi tarefa simples, e na era da alta performance, o equilíbrio entre ser autêntico e atender às demandas do ambiente profissional se tornou um dilema recorrente. Por isso, entender essa dualidade é um passo estratégico, afinal, o mercado exige não apenas competências técnicas, mas também maturidade emocional e adaptabilidade.

A discussão ganha profundidade no artigo assinado por Tomas Chamorro-Premuzic e Ron Carucci. As informações foram retiradas de Fast Company.

Por que só ‘ser você mesmo’ não é suficiente

Durante anos, a mensagem de que líderes deveriam "ser verdadeiros consigo mesmos" dominou o discurso sobre autenticidade no trabalho. No entanto, como apontam os autores, esse conselho mal interpretado pode levar a comportamentos desajustados, prejudicando equipes e resultados.

Exemplos fictícios como Don Draper (Mad Men) e Michael Scott (The Office) ilustram isso. Ambos acreditavam estar sendo autênticos, mas na prática, usavam essa "autenticidade" como armadura para evitar enfrentar suas limitações

No ambiente corporativo atual, pautado por transformação constante, esse tipo de postura pode custar caro. Líderes que confundem franqueza com impulsividade ou resistência à mudança com integridade correm o risco de travar seu próprio desenvolvimento.

Comunicação com empatia: o novo diferencial competitivo

Em vez de escolher entre "ser você mesmo" ou "agradar aos outros", é preciso calibrar o comportamento conforme o contexto, sem perder a coerência.

Para isso, é necessário desenvolver a capacidade de comunicar com empatia — dizer a verdade na hora certa, do jeito certo, preservando relações e promovendo confiança.

Essa habilidade, diretamente ligada à inteligência emocional, é cada vez mais valorizada em lideranças contemporâneas. Não se trata de ser falso ou manipulador, mas de entender que impacto importa mais do que intenção.

“Líderes não fracassam por dizer a verdade, mas por fazê-lo sem intenção, tempo certo ou sensibilidade,” reforçam os autores.

Adaptação não é submissão — é estratégia

Adaptar-se é sinônimo de ceder. Na verdade, saber ler o ambiente, ajustar comportamentos e responder de maneira flexível é uma competência-chave para a execução eficaz de tarefas, influência e tomada de decisão.

Afinal, ser inflexível em nome da autenticidade pode limitar a visão, a colaboração e até a capacidade de inovação de um líder.

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