Liderança: o impacto de um líder depende da forma como ele apoia e se conecta com as pessoas ao redor. (Pexels)
Redatora
Publicado em 20 de agosto de 2026 às 16h05.
Há uma diferença entre estar ocupado e fazer algo realmente avançar. Em projetos universitários, empresas juniores, pesquisas ou organizações estudantis, ela aparece quando alguém deixa de apenas cumprir tarefas e passa a se preocupar com o resultado, com as pessoas envolvidas e com o impacto daquilo que está construindo.
Essa disposição de se importar de verdade pode ser uma das habilidades de liderança mais subestimadas.
A discussão parte das ideias de Justin Ricklefs, fundador da agência Guild Collective e autor de Give a Damn: The Catalyst for Caring Companies. Ele defende que organizações mais fortes não são necessariamente aquelas em que as pessoas demonstram trabalhar mais, mas aquelas em que existe esforço direcionado a um propósito e às pessoas envolvidas. As informações foram retiradas da Forbes.
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Outra habilidade destacada por Ricklefs é a curiosidade. Em vez de entrar em uma conversa apenas para defender a própria posição, o líder procura entender o que ainda não está enxergando.
Uma das práticas citadas por ele é começar uma discussão perguntando o que outras pessoas estão percebendo antes de apresentar a própria conclusão. Para um universitário, isso pode fazer diferença em qualquer projeto coletivo.
Essa capacidade também ganhou espaço no mercado. O Fórum Econômico Mundial aponta curiosidade e aprendizagem contínua entre as habilidades cuja importância deve crescer até 2030, ao lado de liderança, resiliência e pensamento analítico.
Em ambientes competitivos, existe uma pressão para demonstrar respostas rápidas.
Ricklefs argumenta que o julgamento costuma parecer mais rápido e seguro justamente por isso. A curiosidade exige aceitar, ainda que temporariamente, que talvez não se tenha a resposta completa.
Essa postura pode ser especialmente importante para estudantes assumindo responsabilidades pela primeira vez.
Quem lidera um projeto universitário não precisa saber imediatamente como resolver orçamento, comunicação, conflitos internos e execução. Mas precisa saber descobrir quem pode ajudar, quais informações faltam e qual pergunta deve ser feita em seguida.
A capacidade de buscar perspectivas diferentes também ajuda a construir projetos mais consistentes — especialmente quando diferentes pessoas precisam colaborar para que a ideia saia do papel.
Cuidar das pessoas não significa evitar conversas difíceis. O modelo defendido por Ricklefs combina quatro elementos:
Separadamente, eles podem ser insuficientes. Empatia sem direção pode produzir uma liderança agradável, mas pouco efetiva; clareza sem sensibilidade pode gerar distanciamento.
Projetos universitários oferecem uma oportunidade concreta para treinar esse equilíbrio.
Um líder precisa: ouvir dificuldades e, ao mesmo tempo, definir prazos, considerar perspectivas diferentes e ainda tomar uma decisão e reconhecer uma falha sem abandonar a responsabilidade pelo resultado. É justamente essa combinação que diferencia liderança de popularidade.
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A ideia de protagonismo costuma ser associada a iniciativa: identificar uma oportunidade, criar alguma coisa e colocá-la em prática.
Mas iniciativas raramente avançam de forma isolada.
Quanto maior o projeto, maior a necessidade de mobilizar pessoas, construir confiança e fazer com que diferentes integrantes entendam por que aquilo merece esforço.
É nesse ponto que o conceito discutido pela Forbes se aproxima do protagonismo universitário.
O Prêmio Na Prática considera iniciativas em áreas bastante diferentes — pesquisa acadêmica, organizações estudantis e sociais, estágio, empreendedorismo, artes e esportes. O elemento comum está na existência de realizações concretas e na capacidade de execução e mobilização demonstrada pelo estudante.
Não é necessário esperar uma empresa contratar você para começar a exercitar essas competências.
Uma pesquisa pode exigir colaboração. Um projeto social pode demandar negociação. Uma entidade estudantil precisa de pessoas dispostas a assumir responsabilidades quando alguma coisa dá errado.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.