Carreira

Essa liderança transformou a Starbucks em um império global

Ao enxergar na experiência do cliente a chave para a inovação, Schultz mostrou como uma gestão ousada pode não apenas salvar uma marca, mas redefinir padrões de liderança no mundo dos negócios

 (Andrew Kelly/File Photo/Reuters)

(Andrew Kelly/File Photo/Reuters)

Publicado em 13 de junho de 2025 às 18h23.

Quando Howard Schultz assumiu o comando da Starbucks, a empresa já tinha uma presença no mercado de café dos Estados Unidos. 

No entanto, enfrentava um desafio comum a negócios de setores saturados: como se diferenciar? A resposta de Schultz foi clara — investir na experiência do cliente como principal pilar de crescimento.

E essa foi a chave para alavancar a empresa. “Se você sonha sonhos pequenos, pode acabar conseguindo construir algo pequeno”, como dizia.

Paixão pelo que fazia

Em 1981, Schultz trabalhava como diretor de operações e marketing de uma empresa de utensílios domésticos. Notando que uma pequena loja de grãos de café em Seattle fazia pedidos incomuns em volume, ele decidiu visitá-la. 

A curiosidade o levou até a Starbucks, onde encontrou mais do que uma oportunidade comercial: encontrou sua paixão.

A conexão com o café foi tão forte que, anos depois, fundou sua própria marca, a Il Giornale. O sucesso da empreitada lhe deu capital e confiança para adquirir a própria Starbucks. 

A partir daí, iniciou-se uma transformação que ultrapassou o universo do café: a Starbucks deixava de ser apenas uma rede de lojas para se tornar um fenômeno cultural.

Sob sua liderança, a Starbucks expandiu de 11 para mais de 30 mil lojas no mundo. Schultz apostou na criação de um “terceiro lugar” — um espaço além de casa e trabalho — para tornar cada unidade da Starbucks uma extensão do cotidiano dos clientes. Mais do que vender café, ele vendeu um conceito de pertencimento, acolhimento e identidade.

Liderança transformadora

Quando voltou ao cargo de CEO em 2008, no auge da crise financeira global, sua primeira medida foi tão simbólica quanto estratégica: fechou todas as lojas da rede nos EUA por um dia para requalificar os baristas na preparação de espresso.

A decisão, embora arriscada, visava recuperar a alma da marca — e funcionou. Desde então, as ações da Starbucks multiplicaram-se por 16. Schultz provou que liderar é, muitas vezes, fazer o que ninguém espera, mas o que todos precisam.

Entre idas e vindas na direção da empresa, uma coisa era certa: sua abordagem inovadora com os funcionários, seu compromisso inabalável com a qualidade e seu esforço contínuo por mudanças sociais positivas não apenas transformaram a Starbucks em uma potência global, como também estabeleceram novos padrões no mundo dos negócios.

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