Redatora
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 14h53.
Por anos, empresas investiram pesado em tecnologias de colaboração, plataformas de videoconferência e ferramentas de organização de equipes. Mas um erro persistente, apesar de tantos avanços, é a crença de que mais reuniões, mais conteúdo e menos pausas resultam em mais resultados.
Na prática, o efeito é oposto, e está diretamente ligado à forma como o cérebro humano realmente funciona.
Executivos continuam operando sob a lógica de que encontros longos e intensos são sinônimos de produtividade. No entanto, reuniões eficazes — aquelas em que surgem boas ideias, decisões são tomadas com clareza e as equipes saem motivadas — são construídas sobre princípios que respeitam a mente humana.
O segredo está em aplicar inteligência emocional à maneira como se estrutura o tempo coletivo de trabalho. As informações foram retiradas de Inc.
O framework “Move. Think. Rest.” (Mover. Pensar. Descansar), desenvolvido para transformar culturas organizacionais, propõe que as agendas de reuniões respeitem o ciclo natural do cérebro.
Em vez de empilhar compromissos como dominós, é preciso desenhar os encontros como sistemas vivos, com espaço para transição, respiração e movimento.
A ideia é que o cérebro humano opera melhor em ciclos, não em maratonas. Por isso, reuniões produtivas devem incorporar pausas reais, sessões com movimento físico e momentos de reflexão.
Não se trata de adicionar um coffee break protocolar. Trata-se de reestruturar o modelo mental que conduz as interações profissionais.
Diversas empresas que adotaram a lógica do MTR passaram a transformar reuniões de brainstorming em caminhadas, mesmo que dentro do ambiente de trabalho. A prática, antes vista como informal, ganhou base científica. Quando o corpo se move, o fluxo de ideias aumenta.
A Marinha dos EUA utiliza reuniões em pé há décadas. O motivo? Elas são mais objetivas e eficientes.
Essa abordagem não só estimula a criatividade como também reduz o cansaço mental. Incorporar movimento aos encontros diários é, portanto, um investimento direto na performance das equipes.
Aplicar inteligência emocional na rotina corporativa não se resume a manter a calma sob pressão ou saber escutar. Envolve entender — e respeitar — os limites cognitivos dos colegas e de si mesmo. Reuniões mal planejadas drenam energia, reduzem a atenção e aumentam o estresse.
Já encontros pensados para funcionar com o cérebro, e não contra ele, elevam a qualidade das decisões e o bem-estar coletivo.
Profissionais que reconhecem esses sinais e propõem ajustes nos formatos de reunião se destacam por sua visão estratégica e sensibilidade. Saber quando parar, como dividir um tema em etapas e como incluir pausas que respeitam a curva de atenção das pessoas é uma habilidade cada vez mais valorizada no mercado.
No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
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