Como não se abalar com as críticas do chefe

Para especialistas, é preciso ter tranquilidade e identificar o lado positivo da crítica

São Paulo – Uma postura profissional de sucesso inclui a habilidade de saber ouvir críticas, com fundamentos ou não, e manter o foco no trabalho sem se alterar emocionalmente.

João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e especialista em coaching, afirma que os profissionais têm dificuldade em saber como agir quando levam “broncas” do chefe ou do colega.

“Conheci um executivo de nível alto e função muito específica que demorou três anos para arrumar emprego depois de ter pedido demissão. Segundo ele, o chefe tinha o agredido verbalmente e moralmente”, conta.

“Um erro clássico é jogar a culpa nos outros mesmo sem saber se a culpa é sua ou não. Admitir seus erros é bom”, explica Fernando Montero da Costa, diretor de operações da Human Brasil.

A primeira recomendação dos especialistas é avaliar se a crítica tem fundamento ou não. Ser pressionado verbalmente pelo chefe pode ser atribuído ao estilo dele de cobrar demandas ou ensinar. O desafio neste caso é conseguir exercitar o autocontrole. “Estabeleça referências observando os colegas de trabalho antes de falar que o chefe está de marcação com você”, diz Brandão.

Para a consultora de etiqueta empresarial, Agni Melo, uma crítica é uma boa maneira de identificar quais habilidades profissionais ainda precisam ser aprimoradas. “Não se pode levar para o lado pessoal, por mais difícil que seja. Às vezes, o chefe pode ter sido grosso e não se deu conta”, afirma.

Brandão diz que identificar o que a crítica quer "ensinar" ajuda a aliviar o desconforto. Mas se passar dos limites e o profissional não estiver aprendendo nada e a cobrança é constante e sem embasamento, o especialista diz que é preciso reavaliar a opção de procurar outro emprego.

Adotar uma atitude positiva e criativa, no sentido de descontruir a crítica e definir quais serão os próximos passos é uma saída de acordo com Costa. Para ele é importante chegar até o superior com perguntas e soluções, o que só é possível se o profissional não se descontrolar.

“Assumir uma postura objetiva é possível. Descobrir o propósito da bronca e procurar alinhar junto a chefia um plano para corrigir o que foi apontado”, ensina.

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