Redação Exame
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 16h29.
Anjali Sud comanda uma empresa de tecnologia que impacta milhões de pessoas. Aos 42 anos, é CEO da Tubi, serviço de streaming gratuito da Fox Corporation, que hoje conta com mais de 100 milhões de usuários ativos mensais. Ainda assim, ela afirma que se sente uma impostora todos os dias.
Ex-executiva da Amazon e do Vimeo, Sud compartilhou que o maior desafio da sua trajetória não foi tecnológico, estratégico ou financeiro, foi aprender a lidar com a autossabotagem. “Sempre achei que as pessoas ao meu redor sabiam tudo e eu não”, disse. “Hoje entendo que ninguém tem todas as respostas. Todos estão tentando descobrir o caminho”, ela complementa.
Essa consciência redefiniu sua forma de liderar, e representa um aprendizado valioso para quem deseja crescer na carreira, liderar negócios e desenvolver uma mentalidade forte o suficiente para sustentar o sucesso. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
A síndrome do impostor é definida como o sentimento persistente de não merecer o sucesso conquistado, de ser uma fraude prestes a ser “descoberta”. Um estudo da consultoria Korn Ferry, com cerca de 400 CEOs, mostrou que quase três quartos dos líderes norte-americanos também relatam viver com essa sensação.
Segundo Sud, o segredo não é ignorar esse sentimento, mas usá-lo como alavanca para crescer. A ideia é simples: a dúvida constante pode ser uma ferramenta poderosa para quem está disposto a aprender mais, ouvir melhor e agir com humildade estratégica.
“O importante não é tentar se livrar do medo, mas desenvolver coragem ao redor dele”, afirmou. “Use a insegurança como combustível, não como freio”, Sud também traz.
Sud acredita que parte da insegurança vem da pressão para se encaixar em padrões inalcançáveis, principalmente entre profissionais que ascendem rápido. “A síndrome do impostor não é uma doença. É uma resposta normal à internalização de padrões impossivelmente altos”, escreveu o psicólogo organizacional Adam Grant, professor da Wharton School, no X.
Em sua visão, duvidar de si mesmo pode ser o primeiro passo para aprender algo novo. Sentir-se desconfortável é parte do processo de crescimento, e ignorar esse desconforto, tentando “fingir confiança absoluta”, pode ser um risco maior do que reconhecê-lo.
Esse ponto de vista é cada vez mais valorizado no mercado. A investidora Barbara Corcoran, por exemplo, afirma que procura empreendedores que equilibrem boas ideias com um pouco de insegurança, pois esse traço indica abertura para aprender e disposição para trabalhar duro.
“Nunca conheci uma pessoa 100% segura de si que fosse uma estrela brilhante”, disse.
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