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Redatora
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 15h55.
RESUMO | Até 2030, 39% das habilidades profissionais devem mudar ou ficar obsoletas, segundo o Fórum Econômico Mundial. Nas áreas financeiras, o uso de IA passou de 37% em 2023 para 59% em 2025, de acordo com a Gartner, e o valor do executivo migra da produção do número para a decisão. O movimento leva profissionais experientes de volta à sala de aula para aprofundar a carreira, não para trocá-la.
Até 2030, 39% das habilidades que sustentam uma carreira hoje devem mudar ou ficar obsoletas. O cálculo é do Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, que ouviu mais de mil empregadores responsáveis por 14 milhões de trabalhadores em 55 economias.
Para quem chegou à gerência ou à diretoria financeira com uma graduação concluída há dez ou quinze anos, a conta é concreta. Parte do repertório que levou o executivo ao cargo atual pode não bastar para mantê-lo ali.
A reação já aparece nas salas de aula. Segundo o mesmo relatório, 50% da força de trabalho global passou por treinamentos ligados a estratégias de aprendizagem de longo prazo, ante 41% em 2023. No MBA Executivo em Finanças da Saint Paul Escola de Negócios 60,6% dos alunos têm 35 anos ou mais.
Conciliação, fechamento contábil, projeções e relatórios gerenciais estão entre as tarefas que a automação alcança com mais facilidade. Por isso a inteligência artificial chegou cedo aos departamentos de finanças.
A consultoria Gartner acompanha esse avanço desde 2023. Naquele ano, 37% das áreas financeiras usavam IA. O índice saltou para 58% em 2024 e se estabilizou em 59% em 2025, de acordo com pesquisa com 183 CFOs e líderes financeiros.
A desaceleração tem uma explicação que interessa a quem lidera equipes. Em levantamento anterior, os próprios executivos apontaram como principais obstáculos a qualidade dos dados e o baixo letramento técnico e em dados dentro da área. A tecnologia está disponível. O que falta é gente preparada para usá-la.
Um estudo de março de 2026 mostra onde está a lacuna. Das iniciativas de IA em finanças, 45% miram produtividade e apenas 20% têm como foco melhorar a qualidade das decisões, segundo pesquisa da Gartner com 204 líderes financeiros. Os conselhos de administração, afirma a consultoria, cobram o contrário: investimentos que sustentem crescimento, decisões melhores e vantagem competitiva.
O Fórum Econômico Mundial chega a um diagnóstico parecido quando lista as competências mais valorizadas. O pensamento analítico lidera, citado por 70% dos empregadores. Em seguida vêm resiliência, flexibilidade, agilidade, liderança e influência social.
Na prática, o executivo de finanças deixa de ser medido pela capacidade de produzir o número e passa a ser cobrado pela leitura que faz dele. Interpretar cenário, calcular risco e defender uma decisão diante do conselho são habilidades que a automação não substitui.
O perfil de quem procura uma escola de negócios também mudou. A pesquisa Prospective Students Survey 2026, do Graduate Management Admission Council (GMAC), entidade que reúne escolas de negócios de todo o mundo, mostra que três em cada quatro candidatos buscavam ampliar o conhecimento em negócios em 2025. O objetivo ficou à frente até do aumento de renda.
No mesmo período, a fatia dos que queriam mudar de área caiu de 58% em 2022 para 42% em 2025. O movimento indica que a formação executiva passou a servir para aprofundar a carreira em curso, e não para abandoná-la.
A inteligência artificial entrou nessa equação. Quase metade dos candidatos considera essencial ter conteúdo de IA no currículo, ante 29% em 2022, segundo a edição 2025 da mesma pesquisa.
O MBA Executivo em Finanças da Saint Paul foi desenhado para esse público. A turma reúne 19,7% de C-levels e 37,3% de gerentes, e a maior parte dos alunos tem mais de dez anos de mercado.
A grade soma 496 horas e começa por um workshop de life-long e life-wide learning, que discute a aprendizagem ao longo da carreira. Depois vêm os temas que hoje ocupam a agenda de um diretor financeiro: reforma tributária, valuation de startups a empresas tradicionais, derivativos, gestão de riscos, finanças sustentáveis, data science e inteligência artificial para líderes.
A direção acadêmica é de Adriano Mussa, reitor da Saint Paul e pós-doutor em Inteligência Artificial e Educação pela Columbia University.
O formato considera a rotina de quem já ocupa cargos de decisão. As aulas acontecem aos sábados, a cada três semanas, presencialmente com transmissão ao vivo. Os alunos ainda têm acesso à plataforma de aprendizagem LIT, que oferece conteúdos e certificações em outras áreas de negócios.
É um MBA da Saint Paul Escola de Negócios para profissionais que buscam posições estratégicas em finanças. O programa combina base teórica e aplicação prática, com foco em decisões que impactam o crescimento e a sustentabilidade do negócio.
O curso é voltado a executivos financeiros de diversos setores com graduação completa. A turma reúne 19,7% de C-levels e 37,3% de gerentes, e 60,6% dos alunos têm 35 anos ou mais.
A grade inclui reforma tributária, valuation, derivativos, gestão de riscos, mercado de capitais e finanças sustentáveis. O programa também tem módulos de data science e inteligência artificial para líderes.
As aulas acontecem aos sábados, a cada três semanas, das 9h às 16h30, presencialmente e com transmissão ao vivo. Os alunos também têm acesso à plataforma de aprendizagem LIT, com conteúdos e certificações em outras áreas de negócios.
A direção acadêmica é de Adriano Mussa, reitor da Saint Paul e pós-doutor em Inteligência Artificial e Educação pela Columbia University.
Sim. Ao concluir o curso, o aluno recebe o certificado de MBA Executivo da Saint Paul, com validade de especialização lato sensu pelo MEC. É preciso ter frequência mínima de 75%.